Pesquisa aponta relação entre bactéria da Clamídia no olho e avanço do Alzheimer

Bactéria da Clamídia no olho está ligada ao avanço do Alzheimer, aponta estudo recente. Entenda como isso pode ajudar no diagnóstico precoce.
17/02/2026 às 07:41 | Atualizado há 2 horas
               
A Clamídia pneumoniae, diferente da IST, está associada à demência em pacientes. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Estudo recente indica que a bactéria Clamídia pneumoniae, quando presente nos olhos, pode estar relacionada ao desenvolvimento do Alzheimer. Essa bactéria respiratória, diferente da sexualmente transmissível, pode permanecer no corpo por anos sem sintomas.

A pesquisa analisou amostras de pessoas com Alzheimer, comprometimento cognitivo leve e saudáveis, além de testes em camundongos e células nervosas. Foi constatado que a bactéria aumenta em pessoas com o gene de risco APOE ε4, agravando a perda cognitiva.

Além disso, a inflamação causada pela bactéria e a produção de proteínas que formam placas cerebrais contribuem para a degeneração do cérebro. A bactéria na retina pode ser um marcador para diagnóstico precoce da doença.

Uma pesquisa recente aponta que a bactéria Clamídia pneumoniae presente nos olhos pode estar ligada ao avanço do Alzheimer. Diferente da bactéria sexualmente transmissível, essa bactéria respiratória é transmitida por tosse e espirro e pode permanecer no corpo em estado de incubação por anos, afetando a saúde a longo prazo.

O estudo analisou amostras de indivíduos com Alzheimer, comprometimento cognitivo leve, pessoas saudáveis, camundongos e culturas de células nervosas. Notou-se que a Clamídia pneumoniae é mais comum em pacientes com Alzheimer, e sua quantidade aumenta conforme a perda cognitiva progride, especialmente em pessoas com o gene de risco APOE ε4.

Os pesquisadores observaram que a bactéria pode ativar o inflamassoma NLRP3, um sistema do corpo responsável por respostas inflamatórias. A ativação excessiva desse sistema gera inflamação intensa, um dos fatores que contribuem para a degeneração cerebral típica do Alzheimer. Além disso, a bactéria está associada ao aumento da produção de β-amiloide 42, proteína que forma placas no cérebro e agrava a doença.

A presença da bactéria na retina, parte do olho ligada diretamente ao cérebro, sugere que essa região pode servir como um biomarcador não invasivo para identificar pessoas com risco de Alzheimer, permitindo diagnóstico precoce e melhor acompanhamento.

O estudo ressalta que a Clamídia pneumoniae não é a causadora direta da doença, mas pode acelerar sua progressão ao estimular inflamação e danos cerebrais. Pesquisas seguem avaliando o papel de outros microrganismos nessa condição.

Via Olhar Digital

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