Pesquisadores da Universidade de Maryland criaram uma cueca inteligente capaz de medir a quantidade de flatulências diárias através de sensores eletroquímicos que detectam hidrogênio.
O dispositivo, que se conecta ao celular por Bluetooth, realiza monitoramento em tempo real durante 24 horas, trazendo dados mais precisos que métodos anteriores baseados em relatos pessoais.
O estudo revelou que a média diária de puns é maior do que se pensava, variando bastante entre as pessoas, e essa tecnologia pode melhorar o entendimento sobre saúde intestinal e microbioma.
Pela primeira vez, pesquisadores da Universidade de Maryland criaram uma cueca inteligente capaz de medir quantos puns uma pessoa solta ao longo do dia. O dispositivo usa sensores eletroquímicos para detectar hidrogênio nos gases intestinais, uma forma objetiva de acompanhar a produção de flatulências, que até então dependia apenas de relatos pessoais.
O aparelho é um pequeno módulo que pode ser fixado discretamente na roupa íntima e realiza o monitoramento em tempo real durante 24 horas. Isso é importante porque métodos anteriores sofreram com a falta de precisão, além de constrangimento e dificuldades em registrar eventos durante o sono.
Um estudo com 38 adultos saudáveis mostrou que a média diária é quase o dobro do que a literatura médica indicava, com 32 episódios de flatulência por dia. Porém, a variação individual é grande, indo de 4 até 59 episódios. Esse dado reforça a necessidade de uma análise mais detalhada sobre o que é considerado “normal”.
Como o hidrogênio é produzido apenas por microrganismos durante a fermentação no intestino, o monitoramento constante desse gás funciona como um indicador direto da atividade do microbioma. O dispositivo, que se conecta via Bluetooth a um celular, pode ajudar a compreender melhor a saúde intestinal, diagnósticos e tratamentos relacionados ao excesso de gases.
O projeto já caminha para mapear padrões populacionais de flatulência nos EUA, com voluntários usando a cueca inteligente para gerar um banco de dados confiável, semelhante ao que já existe para glicemia e colesterol. Isso poderá abrir novas portas para estudar a interação entre dieta, microbioma e produção de gases.
Via Galileu