Um estudo recente da Universidade de Cambridge demonstrou que variações genéticas comuns afetam a idade em que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é diagnosticado. Foram identificadas duas trajetórias distintas: uma com sinais claros na infância e outra que só apresenta sintomas na adolescência ou vida adulta.
A pesquisa analisou dados longitudinais de crianças e adolescentes, revelando que diferentes perfis genéticos estão ligados a esses padrões. Indivíduos com diagnóstico tardio também apresentam maior associação genética com o TDAH e outros transtornos de saúde mental.
Essas descobertas ajudam a entender a complexidade do TEA e podem facilitar o desenvolvimento de métodos diagnósticos mais eficazes, considerando as variações biológicas e a evolução dos sintomas ao longo da vida.
Uma pesquisa recente publicada na revista Nature revelou que variações genéticas comuns estão relacionadas à idade em que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é diagnosticado. Segundo o estudo liderado pela Universidade de Cambridge, existem duas trajetórias de desenvolvimento distintas: uma com sinais perceptíveis na primeira infância e outra em que os sintomas aparecem na adolescência ou vida adulta.
O estudo analisou dados longitudinais de crianças e adolescentes, identificando que esses diferentes padrões de manifestação do TEA estão ligados a conjuntos variados de variações genéticas. Essas diferenças podem explicar por que alguns indivíduos só buscam avaliação diagnóstica mais tarde, quando os sinais ficam mais evidentes.
Além disso, o grupo diagnosticado tardiamente demonstrou maior associação genética com condições como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e outros desafios de saúde mental. Este resultado sugere que variações biológicas influenciam a evolução dos sintomas do TEA ao longo da vida.
O diagnóstico do TEA depende atualmente de avaliação clínica e análise do comportamento, sem exames laboratoriais específicos. Isso pode dificultar a identificação precoce em pessoas com sinais menos evidentes durante a infância.
Compreender essas variações pode ser fundamental para desenvolver estratégias diagnósticas que considerem os perfis individuais e as diferentes trajetórias do transtorno, facilitando uma detecção mais adequada e oportuna do espectro autista.
Via Folha Vitória