A colaboração DES analisou seis anos de dados coletados em 758 noites para estudar a energia escura e a expansão do Universo. O estudo utilizou quatro métodos, incluindo supernovas e lentes gravitacionais, e mapeou cerca de 669 milhões de galáxias distantes.
Os resultados permanecem inconclusivos, pois indicam compatibilidade tanto com o modelo padrão da cosmologia quanto com hipóteses alternativas. Isso mantém em aberto o entendimento sobre a verdadeira natureza da energia escura.
O trabalho descarta algumas teorias heterodoxas e reforça a necessidade de observações mais precisas no futuro para aprofundar o conhecimento sobre a evolução do cosmos e a influência da energia escura.
A colaboração DES, responsável pela Dark Energy Survey, divulgou a análise dos seis anos dedicados ao projeto que examina a expansão do Universo desde o Big Bang. Os dados coletados em 758 noites indicam que as descobertas se alinham tanto ao modelo padrão da cosmologia quanto a hipóteses alternativas, deixando dúvidas sobre a natureza da energia escura.
Essa energia, identificada em 1998, exerce uma força que acelera a expansão do cosmos — agindo contra a gravidade. O modelo convencional, derivado da teoria da relatividade geral de Einstein, considera a energia escura como uma constante, mas pesquisas recentes levantam a possibilidade de uma variação dessa força ao longo do tempo.
A pesquisa da DES abordou quase um oitavo do céu, mapeando cerca de 669 milhões de galáxias distantes, fornecendo um olhar aprofundado sobre diferentes estágios do Universo. Foram utilizados quatro métodos para avaliar a história da expansão, incluindo análise de supernovas e lentes gravitacionais.
Apesar da riqueza de dados, os resultados não apontam uma preferência clara entre o modelo padrão e as alternativas, mantendo a questão em aberto. Os achados contribuem para descartar modelos mais heterodoxos, guiando futuras investigações.
O estudo fortalece o entendimento atual, ao mesmo tempo em que sublinha a complexidade de compreender a energia escura e a evolução do Universo, destacando a necessidade de observações ainda mais precisas nos próximos anos.