Pesquisador da Ufes identifica nova espécie de planta exclusiva do Espírito Santo

Pesquisador da Ufes identifica nova espécie de planta exclusiva do Espírito Santo, encontrada em Domingos Martins.
14/03/2026 às 15:47 | Atualizado há 4 dias
               
Planta rara da região serrana, encontrada em áreas exclusivas de quartzo. (Imagem/Reprodução: Folhavitoria)

O pesquisador Alexandre Magno descobriu uma nova espécie de planta do gênero Philodendron exclusiva do Espírito Santo. A planta, batizada de Philodendron quartziticola, foi encontrada na região de Domingos Martins, em áreas com solo de quartzo.

A descoberta ocorreu após a observação das flores, confirmando que se tratava de uma espécie inédita. Philodendron quartziticola cresce em ambientes característicos com areia branca gerada pelo quartzo decomposto.

Essa nova espécie é parente distante do antúrio Anthurium petraeum, também encontrado no Espírito Santo. A identificação contribui para o conhecimento da biodiversidade local e pode auxiliar em estratégias de conservação.

O pesquisador Alexandre Magno identificou uma nova espécie de planta do gênero Philodendron, exclusiva do Espírito Santo. A planta foi descoberta pela primeira vez em janeiro de 2024, na região de Domingos Martins, área serrana do Estado. Para confirmar que se tratava de uma espécie inédita, o pesquisador aguardou até encontrar suas flores, o que ocorreu em 2025, momento em que a descrição científica foi publicada.

O nome da espécie é Philodendron quartziticola, referindo-se aos locais onde ela ocorre. Essa planta cresce em áreas formadas por quartzo, conhecidas popularmente como “morros de sal”. O quartzo decomposto nessas regiões gera grandes extensões de areia branca, ambiente característico para essa planta.

Curiosamente, Philodendron quartziticola é parente distante de outra espécie recente descoberta no Espírito Santo, o Anthurium petraeum, um tipo de antúrio encontrado em Linhares. Ambas pertencem à família Araceae, mas são de gêneros diferentes, o que indica que, do ponto de vista evolutivo, são parentes distantes, com diferentes habitats naturais.

Alexandre Magno já havia publicado anteriormente outra espécie descoberta em Santa Teresa, mostrando sua contribuição para o conhecimento botânico local. Ele destaca que conhecer a biodiversidade é fundamental para pensar em estratégias de conservação e políticas públicas voltadas para a proteção dessas espécies.

Via Folha Vitória

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