Pesquisadores atingem recorde mundial ao descrever 17 mil espécies em um ano

Cientistas catalogam 17 mil novas espécies em um ano, o maior número desde o século 18.
26/01/2026 às 07:46 | Atualizado há 4 horas
               
A descrição destaca o aumento significativo na descoberta de seres vivos a partir dos anos 2000. (Imagem/Reprodução: Redir)

Pesquisadores dos Estados Unidos alcançaram um novo marco ao descrever formalmente 17 mil espécies em um único ano, o maior número registrado desde o século 18. O estudo foi publicado na revista Science Advances e destaca a aceleração na documentação da biodiversidade global.

A equipe liderada pela Universidade do Arizona utilizou dados do Catalogue of Life, que reúne informações sobre cerca de 2 milhões de espécies catalogadas. Desde 2015, a média anual de espécies descritas ultrapassou 16 mil, indicando um avanço significativo nas pesquisas.

O trabalho de descrição envolve detalhar características físicas, comportamentais e genéticas, importante para a conservação da vida na Terra. Apesar do ritmo acelerado, estima-se que muitas espécies ainda aguardam sua identificação, prolongando essa tarefa por séculos.

Pesquisadores dos Estados Unidos atingiram um novo marco na documentação da biodiversidade global, ao descrever formalmente 17 mil espécies em um único ano. Esses números, publicados na revista Science Advances, destacam que o ritmo atual é o maior desde que o sistema de nomenclatura científica foi desenvolvido no século 18.

A equipe liderada por John Wiens, da Universidade do Arizona, analisou dados do Catalogue of Life (CoL), um banco que reúne informações sobre aproximadamente 2 milhões de espécies já catalogadas. Desde 2015, a média anual de descrição de espécies ultrapassou 16 mil, indicando uma aceleração no reconhecimento científico da diversidade biológica.

Esse processo envolve a identificação detalhada das características físicas, comportamentais e genéticas, dando às espécies novas uma designação em latim, seguindo o modelo criado pelo naturalista Carl Linnaeus. A diversidade é tão grande que mesmo grupos estudados intensamente podem conter até quatro vezes o número de espécies já nomeadas.

O estudo também revela que, para alguns grupos de organismos, a tarefa de descrever todas as espécies pode se estender além do ano 2400. Enquanto aves e mamíferos têm sido catalogados em ritmo mais lento, grupos como peixes, anfíbios e plantas ainda possuem grandes lacunas. Estimativas apontam que o planeta pode abrigar dezenas ou até centenas de milhões de espécies, número muito superior ao registrado oficialmente.

A aceleração nas descrições das últimas décadas contraria antigas suposições de que o auge teria ocorrido no século 20. O avanço das técnicas científicas e a ampliação da pesquisa em regiões variadas impulsionam esse renovado esforço, essencial para conservação e estudo da vida na Terra.

Via Folha de S.Paulo

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