Pesquisadores do Japão Criam Plástico Solúvel em Água do Mar

Descubra como cientistas japoneses desenvolveram um plástico que se dissolve na água do mar, prometendo reduzir a poluição marítima.
04/06/2025 às 13:32 | Atualizado há 3 meses
Plástico que se dissolve
Inovação global no combate à crise do lixo plástico está em alta. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Cientistas japoneses desenvolveram um plástico que se dissolve na água do mar em questão de horas, apresentando uma solução promissora para a poluição dos oceanos e a proteção da vida marinha. Este novo material, criado por pesquisadores do RIKEN Center for Emergent Matter Science e da Universidade de Tóquio, se decompõe rapidamente sem deixar resíduos, superando as alternativas biodegradáveis existentes.

A equipe de pesquisa, localizada em Wako, perto de Tóquio, comprovou que pequenos pedaços do novo plástico sumiram em água salgada após apenas uma hora de agitação. Embora ainda não existam planos de comercialização definidos, o líder do projeto, Takuzo Aida, mencionou que a descoberta já atraiu interesse considerável, inclusive do setor de embalagens.

Ao redor do mundo, cientistas estão em busca de soluções para a crescente crise do lixo plástico. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente previu que a poluição plástica poderá triplicar até 2040, adicionando de 23 a 37 milhões de toneladas de resíduos nos oceanos a cada ano.

Segundo Aida, o material desenvolvido é tão resistente quanto os plásticos tradicionais derivados do petróleo, mas se decompõe em seus componentes básicos quando exposto ao sal. Esses componentes podem ser processados por bactérias naturais, evitando a formação de microplásticos, que podem prejudicar a vida aquática e entrar na cadeia alimentar.

O pesquisador ainda acrescentou que, como o sal está presente no solo, um pedaço deste plástico se desintegra em terra após cerca de 200 horas de exposição. Além disso, quando revestido, o material pode ser usado como plástico comum. A equipe está atualmente focada em encontrar os melhores métodos de revestimento.

Outro ponto importante é que o plástico que se dissolve não é tóxico, não é inflamável e não emite dióxido de carbono. Esta inovação representa um avanço significativo na busca por materiais sustentáveis e na luta contra a poluição plástica, oferecendo uma alternativa promissora para um futuro mais limpo.

Via Forbes Brasil

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