Petrobras investe R$ 151 milhões em tecnologia para aprimorar estudos geológicos no pré-sal

Petrobras investe em inteligência artificial para melhorar estudos geológicos no pré-sal e otimizar produção no campo de Mero.
04/03/2026 às 13:21 | Atualizado há 4 horas
               
Petrobras e parceiros investem R$ 151 mi em tecnologia para o campo de Mero no pré-sal. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

A Petrobras anunciou um investimento de R$ 151 milhões em parceria com o Consórcio de Libra para aprimorar os estudos geológicos no pré-sal, focando no campo de Mero, na Bacia de Santos. O projeto Libra Rocks, com duração de quatro anos, envolve a cooperação de universidades brasileiras como UnB, UFPR e PUC-RS.

A iniciativa utiliza inteligência artificial para automatizar o processamento de dados e construir modelos detalhados das rochas carbonáticas da região. Isso visa diminuir incertezas na produção e otimizar a gestão dos reservatórios.

O campo de Mero é desafiador por conta da profundidade e características da área. A operação é liderada pela Petrobras em conjunto com grandes parceiros como Shell, TotalEnergies e CNPC.

A Petrobras anunciou um investimento de cerca de R$ 151 milhões em parceria com o Consórcio de Libra para aprimorar estudos geológicos no pré-sal, focando no campo de Mero, na Bacia de Santos. Esse aporte é parte do projeto Libra Rocks, com duração prevista de quatro anos, e envolve cooperação com universidades brasileiras, como UnB, UFPR e PUC-RS.

O projeto pretende utilizar inteligência artificial para criar algoritmos que automatizem o processamento de dados geológicos. Com isso, será possível construir modelos conceituais detalhados das rochas carbonáticas da região, melhorando a caracterização do reservatório.

Bruno Moczydlower, gerente executivo de Libra, destaca que a iniciativa visa reduzir as incertezas na curva de produção, aumentar a eficiência no gerenciamento dos reservatórios, além de otimizar a localização dos novos poços. O estudo também avança no entendimento sobre a entrada de CO₂ e a carga de óleo no reservatório.

Além do Libra Rocks, há investimento no programa Rocha Digital, que usará imagens de alta resolução para gerar réplicas 3D das amostras de rochas, aumentando a capacidade de análise das formações.

O campo de Mero está entre os mais desafiadores devido à profundidade que varia de 5.000 a 6.000 metros abaixo do mar, alta salinidade e elevado teor de CO₂. A operação é liderada pela Petrobras em conjunto com Shell, TotalEnergies, CNPC, CNOOC e a gestora PPSA, representante da União.

Via Sputnik Brasil

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