Petróleo cai com aumento da oferta da Opep+ e incertezas sobre tarifas

O preço do petróleo recuou devido à expectativa de mais oferta da Opep+ e preocupações com tarifas internacionais.
01/07/2025 às 06:02 | Atualizado há 2 meses
Preços do petróleo
Petróleo em queda com expectativas de aumento na produção da Opep+ e preocupações econômicas. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

Os preços do petróleo apresentaram um leve recuo nesta terça-feira, influenciados por dois fatores principais: a expectativa de aumento na produção da Opep+ em agosto e as preocupações com uma possível desaceleração econômica nos Estados Unidos, motivada pela perspectiva de tarifas mais elevadas.

O petróleo Brent registrou uma queda de 30 centavos, ou 0,5%, cotado a US$ 66,44 por barril às 04h30 GMT. Paralelamente, o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, também sofreu um declínio de 33 centavos, equivalente a 0,5%, atingindo US$ 64,78 por barril.

Segundo Daniel Hynes, estrategista sênior de commodities do ANZ, o mercado demonstra apreensão quanto à continuidade do ritmo acelerado de aumento na produção por parte da aliança Opep+. Essa expectativa tem exercido pressão sobre os preços.

Fontes da Opep+ informaram que o grupo planeja aumentar a produção em 411 mil barris por dia em agosto, mantendo a trajetória de aumentos similares implementados em maio, junho e julho. Caso aprovado, esse incremento elevaria a oferta total da Opep+ no ano para 1,78 milhão de barris por dia, representando mais de 1,5% da demanda global.

Estrategistas de commodities do ING ressaltaram que esses aumentos na oferta devem resultar em um mercado global de petróleo bem abastecido ao longo do ano. A expectativa de um equilíbrio confortável, juntamente com a capacidade ociosa da Opep, parece estar tranquilizando o mercado.

A incerteza em relação às tarifas dos EUA e seus potenciais impactos no crescimento global também contribuiu para conter os preços do petróleo. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou que países podem ser notificados sobre tarifas significativamente mais altas, mesmo após negociações de boa-fé.

O Morgan Stanley prevê que os futuros do Brent recuem para cerca de US$ 60 até o início do próximo ano, com um mercado bem abastecido e a diminuição do risco geopolítico após a redução das tensões entre Israel e Irã. O banco projeta um excesso de oferta de 1,3 milhão de barris por dia em 2026.

A guerra de 12 dias, iniciada em 13 de junho com ataques de Israel às instalações nucleares do Irã, elevou os preços do petróleo Brent, que ultrapassaram os US$ 80 por barril. Após o anúncio de um cessar-fogo entre Irã e Israel por Donald Trump, os preços despencaram para US$ 67.

Via Money Times

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