O preço do petróleo subiu cerca de 8% nesta segunda-feira devido a ataques iranianos que interromperam o tráfego no Estreito de Ormuz, rota fundamental para transporte de óleo. O conflito foi uma retaliação a bombardeios anteriores que afetaram o líder supremo do Irã.
Essa alta expressiva nos preços preocupa o mercado global, podendo frear a recuperação econômica e elevar o custo dos combustíveis, especialmente nos EUA, além de pressionar a inflação. A região é estratégica, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.
Especialistas veem o aumento como um choque pontual, não uma crise prolongada. A Opep+ já anunciou aumento na produção, mas os produtores operam perto do limite, com exceção da Arábia Saudita.
O preço do petróleo teve alta de cerca de 8% nesta segunda-feira após ataques iranianos interromperem o tráfego no Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de óleo. A ação foi retaliação ao bombardeio no fim de semana por Israel e Estados Unidos que matou o líder supremo Ali Khamenei.
Esse aumento nos preços do petróleo ameaça desacelerar a recuperação econômica global, pode elevar os custos dos combustíveis nos EUA e aumentar a inflação, preocupações relevantes para o governo antes das eleições de meio de mandato.
Os futuros do Brent chegaram a subir 13%, atingindo US$ 82,37 por barril, antes de recuar e estabilizar em alta de 7,6%, a US$ 78,43. Já o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA alcançou US$ 75,33, subindo mais de 12%, para depois fechar com alta de 7,2%, em US$ 71,82.
A interrupção afetou mais de 200 embarcações na região, incluindo navios-tanque, com danos a três petroleiros e uma morte registrada. A rota pelo estreito é responsável por cerca de um quinto do petróleo mundial transportado por países do Golfo.
Embora o aumento tenha sido expressivo, especialistas destacam que o mercado já previa o risco geopolítico, considerando o movimento um choque pontual e não uma crise sistêmica. A Opep+ decidiu elevar a produção em 206 mil barris diários para abril, enquanto a maioria dos produtores opera no limite, exceto a Arábia Saudita.
Via Forbes Brasil