A Polícia Federal iniciou a operação Barco de Papel para investigar aportes de cerca de R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master. A ação ocorre no Rio de Janeiro e envolve cumprimento de mandados de busca e apreensão contra dirigentes da autarquia.
A investigação tem como objetivo apurar possíveis irregularidades que possam comprometer o patrimônio do fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões a 235 mil servidores do estado. O Tribunal de Contas do Estado já havia identificado problemas e bloqueado novas transações.
A Polícia Federal deflagrou a operação Barco de Papel para investigar aportes financeiros de cerca de R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master. A ação ocorre no Rio de Janeiro e inclui cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra dirigentes da autarquia.
O foco da investigação é apurar possíveis operações irregulares que colocaram em risco o patrimônio do fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores do estado do Rio de Janeiro.
Os investimentos no Banco Master foram feitos entre 2024 e 2025, atraídos por taxas consideradas superiores às oferecidas por outros bancos. Em 2024, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já havia identificado irregularidades nos aportes, emitindo alerta aos gestores.
Posteriormente, o TCE impôs uma tutela provisória, bloqueando novas transações entre o Rioprevidência e o Banco Master.
Segundo nota oficial de novembro de 2025, o órgão investiu aproximadamente R$ 960 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo banco, com vencimento previsto para 2033 e 2034. O fundo também negocia a conversão desses títulos em precatórios federais.
O Rioprevidência ressaltou que o pagamento das aposentadorias está garantido e que o valor investido é menor que a folha salarial mensal, estimada em R$ 1,9 bilhão, sustentada principalmente por receitas de royalties.
Esta operação reforça a atenção sobre a gestão dos recursos públicos e os protocolos de segurança no investimento dos fundos previdenciários estaduais.
Via Money Times