A Polícia Federal está investigando ataques coordenados direcionados ao Banco Central, ocorridos após a liquidação do Banco Master. O objetivo é entender se há motivos para abrir um inquérito a respeito desses ataques.
Os ataques ocorreram em um curto período e envolveram influência nas redes sociais contra o Banco Central e a Febraban. O principal alvo das críticas foi o ex-diretor do BC, que vetou a venda do Master ao BRB.
Influenciadores digitais foram procurados para promover conteúdos favoráveis ao Banco Master e críticas ao Banco Central, enquanto a Febraban registrou um pico de publicações relacionadas ao caso, reforçando o impacto digital da questão.
A Polícia Federal está analisando os ataques coordenados contra o Banco Central após a liquidação do Banco Master. A investigação inicial visa produzir um relatório que indicará se há motivos para abrir um inquérito policial. Essa análise ocorre paralelamente a outro inquérito que já apura crimes financeiros envolvendo a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).
Os ataques, concentrados em 36 horas no fim do ano, usaram contas de redes sociais com grande alcance para questionar a credibilidade do Banco Central e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O objetivo principal foi o ex-diretor do BC, Renato Dias Gomes, que vetou a compra do Master pelo BRB.
Influenciadores, como o vereador Rony Gabriel (PL), relataram terem sido abordados para promover conteúdos favoráveis ao Banco Master e críticos ao BC. Gabriel foi procurado por uma empresa de marketing que oferecia vídeos para retratar o Master como vítima do BC, com a missão de defender uma investigação no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a atuação do BC.
Outro nome citado foi Firmino Cortada, criador de conteúdo que, apesar de não atuar no ramo financeiro, postou vídeos criticando o BC, alegando liberdade de expressão e ausência de vínculo comercial com o banco. Também o hipnoterapeuta Paulo Cardoso discutiu o tema nas redes e negou qualquer relação contratual com o Master.
O levantamento da Febraban aponta um pico de publicações ligadas ao caso justamente no dia 27 de dezembro, totalizando 4.560 posts, evidenciando o esforço digital em torno da questão.
Via Money Times