PF quebra sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas no caso Banco Master

Polícia Federal quebra sigilo de 101 investigados no caso Banco Master, envolvendo fraudes e bloqueios milionários.
17/01/2026 às 09:02 | Atualizado há 10 horas
               
Quebras de sigilo avaliaram movimentações financeiras entre 20 e 21 de outubro de 2025. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A Polícia Federal quebrou o sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades ligadas ao Banco Master. A medida, autorizada pelo ministro Dias Toffoli do STF, tem como objetivo investigar crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Além da quebra do sigilo, houve o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 5,77 bilhões, incluindo nomes como o dono do banco e outras pessoas envolvidas. A investigação busca esclarecer a atuação de uma rede complexa por trás das irregularidades.

A Polícia Federal (PF) quebrou o sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades ligadas ao caso do Banco Master. A decisão de levantar o sigilo foi assinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 6 de janeiro, com a ação sendo divulgada em 16 de janeiro.

Os dados bancários analisados cobrem os dias 20 e 21 de outubro de 2025, em investigação coordenada pela PF com respaldo da Procuradoria-Geral da República (PGR). O inquérito aponta suspeitas de crimes como gestão fraudulenta em instituição financeira, indução de investidores a erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.

Na decisão, Toffoli destaca que há evidências de exploração sistemática das vulnerabilidades no mercado de capitais e nos mecanismos regulatórios, envolvendo fundos de investimento e uma rede complexa de entidades conectadas por laços societários, familiares ou funcionais.

Além da quebra do sigilo, o ministro autorizou o bloqueio e sequestro de bens de 38 envolvidos, num total que pode alcançar R$ 5,77 bilhões. Entre eles estão Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Zettel.

Documentos revelam que Zettel foi único cotista do fundo Leal entre 2021 e 2025, usando esse e outro fundo para investimentos no resort Tayayá, que contou com participação dos irmãos do ministro Toffoli. Zettel confirmou ter saído do fundo em 2022, que foi liquidado em 2025.

Procurados, o ministro Toffoli, seus irmãos, a administração do resort e a Reag Investimentos não comentaram o caso. A defesa de Vorcaro afirmou desconhecer os fundos envolvidos na investigação.

Via InfoMoney

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