Pior cenário climático na Antártida pode causar grande perda de gelo e impactar vida marinha

Estudo revela os impactos do pior cenário climático na Antártida e suas consequências globais.
21/02/2026 às 06:01 | Atualizado há 12 horas
               
Redução de emissões pode minimizar impactos no ecossistema da Antártida. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

A crise climática na Antártida depende das ações humanas imediatas. Cientistas da Universidade de Newcastle analisaram diversos cenários para a Península Antártica.

O estudo mostra que altas emissões de gases poluentes podem derrubar até 20% da cobertura de gelo marinho, acelerando o aquecimento do Oceano Antártico e afetando ecossistemas, como pinguins e krill.

Esses impactos não ficam restritos à região: a perda das plataformas de gelo pode elevar o nível do mar e alterar padrões climáticos globais. Mesmo emissões moderadas terão efeitos duradouros e irreversíveis para a vida no planeta.

O futuro da crise climática na Antártida depende das ações humanas imediatas. Cientistas da Universidade de Newcastle avaliaram diferentes cenários para a Península Antártica, destacando que o aumento das emissões de gases poluentes pode causar perdas significativas de gelo marinho, plataformas de gelo e afetar a fauna local, como pinguins e krill.

Estudos recentes indicam que, em um cenário de emissões muito altas, a cobertura de gelo marinho pode reduzir até 20%, acelerando o aquecimento do Oceano Antártico e pressionando os ecossistemas terrestres e marinhos. Predadores podem enfrentar dificuldades caso suas presas migrem ou desapareçam.

As pesquisas, publicadas na Frontiers in Environmental Science, analisaram oito fatores ambientais, desde ecossistemas até eventos extremos, como ondas de calor. Observa-se que a situação agravará o aumento do nível do mar por conta do colapso das plataformas de gelo, que sustentam as geleiras.

Os cientistas enfatizam que, mesmo com reduções moderadas nas emissões, os efeitos do aquecimento serão sentidos globalmente, afetando padrões oceânicos e atmosféricos. Contudo, cenários com emissões menores mostram que o impacto pode ser limitado. Mesmo assim, danos severos seriam irreversíveis na escala humana.

Alertas reforçam a urgência em reduzir a poluição para evitar consequências duradouras nas geleiras antárticas e na vida selvagem local. As mudanças no continente não se restringem à região, influenciando o planeta inteiro.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.