Pix deve responder por metade dos pagamentos no e-commerce brasileiro até 2028

Pix vai representar 50% das transações no comércio eletrônico até 2028, segundo estudo recente.
10/02/2026 às 10:21 | Atualizado há 2 horas
               
Pix ultrapassa cartões de crédito no e-commerce e seguirá crescendo nos próximos anos. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

O Pix está se consolidando como o principal meio de pagamento no comércio eletrônico do Brasil. Estudo da Ebanx indica que ele responderá por metade das transações online até 2028, superando os cartões de crédito.

O crescimento é impulsionado pelo Pix Automático, que ampliou as formas de uso, e já representa 46% do volume de operações entre pessoas e empresas. Embora o cartão de crédito continue relevante pelo parcelamento, a tendência favorece o Pix no mercado digital.

O Pix deve se firmar como o principal meio de pagamento no comércio eletrônico brasileiro nos próximos anos, conforme estudo da Ebanx divulgado pela Reuters. A previsão indica que o sistema responderá por metade das transações online até 2028, superando os cartões de crédito.

Lançado em 2020, o Pix começou ganhando espaço nas transferências entre pessoas e reduziu o uso do dinheiro físico. Em 2023, o volume de operações via Pix ultrapassou o total de transações feitas com cartões de crédito e débito. No comércio eletrônico, o sistema registrou 42% das compras em 2024, pouco à frente dos cartões, que ficaram com 41%.

Dados indicam que até o fim deste ano a participação do Pix no e-commerce deve chegar a 45% e alcançar 50% até 2028. Essa tendência coloca pressão sobre as bandeiras tradicionais como Visa e Mastercard.

Um fator importante para esse avanço é o Pix Automático, lançado em 2023, que permite pagamentos recorrentes, ampliando o uso além das operações pontuais entre pessoas. Segundo o Banco Central, as transações de pessoa para empresa já são a maior fatia do sistema, representando 46% do volume em janeiro de 2024.

Apesar do crescimento do Pix, o uso do cartão de crédito deve continuar devido ao hábito cultural do parcelamento sem juros, que mantém a preferência de parte dos consumidores.

O crescimento do Pix no comércio eletrônico chama atenção até mesmo de autoridades internacionais, que investigam possíveis distorções no modelo brasileiro, onde o Banco Central atua como regulador e operador da infraestrutura.

Via Olhar Digital

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