O Pix está se consolidando como o principal meio de pagamento no comércio eletrônico do Brasil. Estudo da Ebanx indica que ele responderá por metade das transações online até 2028, superando os cartões de crédito.
O crescimento é impulsionado pelo Pix Automático, que ampliou as formas de uso, e já representa 46% do volume de operações entre pessoas e empresas. Embora o cartão de crédito continue relevante pelo parcelamento, a tendência favorece o Pix no mercado digital.
O Pix deve se firmar como o principal meio de pagamento no comércio eletrônico brasileiro nos próximos anos, conforme estudo da Ebanx divulgado pela Reuters. A previsão indica que o sistema responderá por metade das transações online até 2028, superando os cartões de crédito.
Lançado em 2020, o Pix começou ganhando espaço nas transferências entre pessoas e reduziu o uso do dinheiro físico. Em 2023, o volume de operações via Pix ultrapassou o total de transações feitas com cartões de crédito e débito. No comércio eletrônico, o sistema registrou 42% das compras em 2024, pouco à frente dos cartões, que ficaram com 41%.
Dados indicam que até o fim deste ano a participação do Pix no e-commerce deve chegar a 45% e alcançar 50% até 2028. Essa tendência coloca pressão sobre as bandeiras tradicionais como Visa e Mastercard.
Um fator importante para esse avanço é o Pix Automático, lançado em 2023, que permite pagamentos recorrentes, ampliando o uso além das operações pontuais entre pessoas. Segundo o Banco Central, as transações de pessoa para empresa já são a maior fatia do sistema, representando 46% do volume em janeiro de 2024.
Apesar do crescimento do Pix, o uso do cartão de crédito deve continuar devido ao hábito cultural do parcelamento sem juros, que mantém a preferência de parte dos consumidores.
O crescimento do Pix no comércio eletrônico chama atenção até mesmo de autoridades internacionais, que investigam possíveis distorções no modelo brasileiro, onde o Banco Central atua como regulador e operador da infraestrutura.
Via Olhar Digital