PM do Espírito Santo é investigado por recrutar adolescentes para furtar motos

Policial militar do ES é investigado por envolvimento em esquema que usa adolescentes para furtar motocicletas.
05/03/2026 às 16:01 | Atualizado há 3 horas
               
Descrição aponta Marcelo Ramos Araújo como líder de grupo especializado em furto de motos na Serra. (Imagem/Reprodução: Folhavitoria)

O soldado da Polícia Militar do Espírito Santo, Marcelo Ramos Araújo, está sob investigação por recrutar adolescentes para furtar motos na região da Serra. Ele já estava preso por agressão à esposa e é suspeito de liderar um grupo que revende veículos adulterados.

A Operação Mácula cumpriu mandados em diversos bairros após investigações iniciadas em 2024, que indicaram o uso da farda para facilitar os crimes. A polícia busca provas nos aparelhos apreendidos para identificar mais envolvidos no esquema.

O soldado da Polícia Militar do Espírito Santo, Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, está sob investigação por recrutar adolescentes para furtar motocicletas na Serra. O policial, que já estava preso por agredir a esposa durante o Carnaval, é apontado como líder de um grupo envolvido na revenda de veículos adulterados.

De acordo com o delegado Luiz Gustavo Ximenes, titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos, Marcelo usava a farda para facilitar a indução de menores e adultos a cometerem os crimes. O esquema incluía furtos de motos que eram depois anunciadas para revenda na internet.

A Operação Mácula, deflagrada nesta quinta-feira (5), cumpriu seis mandados de busca e apreensão em bairros como Barcelona, Porto Canoa, Enseada de Jacaraípe, Laranjeiras e Praia de Capuba. As investigações começaram em 2024 após a prisão de um jovem, de 18 anos, suspeito de receptação, cujos dispositivos eletrônicos trouxeram pistas sobre a organização criminosa.

Marcelo foi preso após ser flagrado agredindo a esposa no estacionamento de um supermercado em Jardim Camburi, Vitória, em 21 de fevereiro. Imagens mostram a vítima sendo retirada à força do carro, arrastada e agredida. Na delegacia, a mulher relatou um histórico de violência e ameaças por parte do policial.

O delegado informou que as próximas etapas envolvem análise pericial dos aparelhos apreendidos para reunir provas e identificar outros envolvidos. A defesa do soldado ainda não se manifestou.

Via Folha Vitória

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