Polilaminina: avanços e desafios nos testes para recuperação de lesões medulares

Conheça a polilaminina, substância promissora para lesão medular, e entenda os testes clínicos em andamento no Brasil.
08/03/2026 às 13:01 | Atualizado há 2 semanas
               
Descrição indica início próximo da fase 1 de ensaios clínicos, sinalizando avanço rápido. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Cientistas da UFRJ desenvolveram a polilaminina, que pode ajudar na recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular. A substância, derivada da proteína laminina, visa a restauração da conexão entre cérebro e corpo ao facilitar o crescimento dos axônios. A pesquisa, em parceria com a farmacêutica Cristália, está na fase 1 dos testes clínicos.

Um estudo-piloto mostrou resultado inicial positivo em cinco dos oito participantes, com melhora na mobilidade, incluindo pacientes com tetraplegia. No entanto, especialistas destacam a necessidade de mais testes para comprovar a segurança e eficácia da polilaminina, já que algumas recuperações podem ser parciais e espontâneas.

A próxima fase aprovada pela Anvisa avaliará efeitos e toxicidade em pacientes com lesão aguda, com expectativa de concluir todas as etapas em cerca de dois anos e meio. Este protocolo inédito pode transformar o tratamento para lesões medulares no Brasil.

Cientistas da UFRJ desenvolveram a polilaminina, substância que pode auxiliar na recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular. A pesquisa, feita com o apoio da farmacêutica Cristália, que já investiu R$ 100 milhões, está na fase 1 dos testes clínicos, que devem ser concluídos até o fim deste ano.

A polilaminina foi descoberta ao separar componentes da laminina, uma proteína presente no corpo que atua como suporte para os axônios dos neurônios. Quando a medula espinhal é lesionada, essa conexão se rompe, causando paralisia. A substância pretende criar uma base para o crescimento dos axônios e restauração dos sinais entre cérebro e corpo.

Um estudo-piloto com oito pessoas mostrou que cinco pacientes apresentaram ganho motor após cirurgia e aplicação da polilaminina, subindo níveis na escala AIS, que avalia a recuperação de sensibilidade e movimento. Entre eles está Bruno Drummond, que após tetraplegia recuperou parte dos movimentos e voltou a andar.

Apesar desses resultados iniciais, especialistas alertam para a necessidade de mais testes para comprovar segurança e eficácia, pois parte dos casos pode apresentar recuperação espontânea parcial. Além disso, o diagnóstico inicial pode ser impreciso devido a fatores como inflamação.

A próxima etapa, aprovada pela Anvisa, incluirá cinco pacientes com lesões agudas, para avaliar efeitos adversos, toxicidade e possíveis melhorias, num protocolo que difere do padrão por ser aplicado diretamente na medula.

Os pesquisadores esperam concluir todas as fases de testes em cerca de dois anos e meio, com etapas que verificarão melhores doses e comprovarão a real eficácia da polilaminina para lesão medular.

Via Forbes Brasil

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