A startup Praso, fundada em Recife em 2021, está transformando o mercado atacadista brasileiro com uma plataforma 100% digital voltada para o setor de foodservice. A empresa conecta varejistas a grandes fabricantes como M Dias Branco e Seara, oferecendo um app que personaliza a experiência de compra.
Com centros de distribuição em Recife e Fortaleza, a Praso reduziu custos tradicionais de vendas e já faturou R$ 270 milhões no último ano. A empresa planeja expandir para um terceiro mercado no Nordeste, investindo cerca de R$ 15 milhões em novo centro de distribuição.
Mesmo diante de desafios do setor, marcado por concorrentes tradicionais e startups que fracassaram, a Praso aposta em tecnologia para otimizar promoções segmentadas e ampliar sua presença em cidades menores, visando atender 70% do mercado foodservice em atacado.
Uma startup do Nordeste está trabalhando para digitalizar o mercado atacadista brasileiro, avaliado em mais de R$ 2 trilhões. A Praso, criada em Recife em 2021 por dois ex-bolsistas da Fundação Estudar, oferece um sistema 100% digital focado no setor de foodservice. Samuel Carvalho e Fernando Alonso Bilfinger, formados em ciência da computação em Stanford e Yale, desenvolvem um aplicativo que conecta varejistas a fabricantes como M Dias Branco, Seara e Camil.
O destaque da startup está na captação de clientes: mais de 60% chegam via digital, reduzindo custos com força de vendas, que normalmente consomem até 5% da receita em distribuidoras tradicionais. Além disso, o app personaliza a experiência, mostrando produtos relevantes conforme o perfil do comprador, como a picanha argentina para restaurantes que trabalham com essa oferta.
Outra funcionalidade permite que indústrias enviem ofertas segmentadas, evitando descontos genéricos e otimizando promoções para grupos específicos, como padarias ou restaurantes. Esses anúncios também funcionam como ferramenta de pesquisa para entender preferências do mercado, auxiliando no lançamento de novos produtos.
Com dois CDs em Recife e Fortaleza, a Praso faturou R$ 270 milhões no último ano, com margem EBIT de 10% e atingiu o breakeven no EBITDA. A empresa captou US$ 22 milhões em uma única rodada liderada por fundos renomados. A expansão para um terceiro mercado no Nordeste está prevista, exigindo investimento de cerca de R$ 15 milhões para novo centro de distribuição.
Apesar dos desafios do setor, marcado pelo fracasso de outras startups como a colombiana Frubana no Brasil, a Praso aposta em tecnologia para reduzir custos e atuar inicialmente em cidades menores, onde há menor competição. Atualmente, o foco está nos 70% do mercado de atacado para foodservice atendido por atacarejos e CEAGESP, segmento que carece de crédito e oferece serviço limitado aos clientes.
Via Brazil Journal