Pré-mercado: Investidores Analisam Decisão do Governo sobre o IOF

Investidores no Brasil analisam recurso do Governo ao STF sobre o IOF. Entenda as implicações dessa decisão.
02/07/2025 às 09:04 | Atualizado há 2 meses
Recurso do governo ao IOF
Fique atento aos fatores que podem impactar os preços dos ativos hoje, 2 de julho. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Em meio à disputa entre o Executivo e o Legislativo sobre a regulamentação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), investidores avaliam o recurso do governo ao IOF. O governo, buscando reverter a decisão do Congresso que suspendeu o aumento do IOF, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que o decreto está amparado pela Constituição, colocando o STF no centro do debate.

A medida visava aumentar as alíquotas do IOF sobre crédito, câmbio, previdência privada e seguros, buscando reforçar a arrecadação e cumprir a meta fiscal de zerar o déficit primário em 2025 e alcançar superávit em 2026. No entanto, o Congresso derrubou o decreto com ampla maioria, marcando a primeira vez em 33 anos que um decreto presidencial sofreu veto total.

A indefinição na regulamentação do IOF gera volatilidade nos mercados, com incerteza jurídica e risco de postergação das medidas fiscais. O mercado de renda fixa monitora os desdobramentos que podem afetar os prazos e o cálculo da dívida pública. Davi Alcolumbre e outras lideranças afirmam que o governo tem legitimidade para tentar reverter o veto judicial, mas aguardam o posicionamento do STF.

No cenário internacional, investidores analisam indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente os dados de emprego, que podem influenciar a trajetória dos juros americanos. A criação de vagas medida pelo non farm payroll deve registrar desaceleração em junho, com estimativas variando entre 100 mil e 135 mil novos empregos. A taxa de desemprego pode subir levemente para 4,3%.

Indicadores antecedentes já sinalizam um arrefecimento do mercado de trabalho americano. O Federal Reserve (FED) tem adotado uma postura cautelosa, mantendo os juros na faixa entre 4,25% e 4,5% ao ano, indicando a possibilidade de dois cortes em 2025. Jerome Powell, presidente do FED, mencionou a guerra de tarifas promovida pelo governo Trump como um risco para a inflação futura, afirmando que as decisões do FED dependerão dos dados.

No Brasil, a produção industrial (12M) tem uma expectativa de +3,5%, enquanto o anterior foi de -0,3%. Em maio, a produção industrial tem uma expectativa de -0,5%, enquanto o anterior foi de +0,1%. Nos Estados Unidos, a variação de empregos privados ADP (Jun) tem uma expectativa de 99 mil, enquanto o anterior foi de 37 mil.

Diante desse cenário de incertezas e disputas, o mercado financeiro permanece atento às decisões do STF e aos indicadores econômicos globais, buscando antecipar os próximos movimentos e ajustar suas estratégias.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.