Pré-mercado: Investidores analisam como a guerra afeta a inflação nos EUA

Investidores avaliam o impacto da guerra na inflação dos EUA e possíveis decisões do FED sobre juros.
11/03/2026 às 09:01 | Atualizado há 1 hora
               
Notícias e indicadores-chave movimentam os preços dos ativos nesta quarta-feira, 11 de março. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Os mercados internacionais iniciam a semana com cautela, enquanto investidores aguardam os dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos referentes a fevereiro. A inflação americana é crucial para as decisões do Federal Reserve sobre as taxas de juros.

A tensão no Oriente Médio pressiona os preços do petróleo, causando volatilidade no mercado energético global. Isso influencia diretamente o custo da gasolina nos EUA, que teve alta superior a 18% desde o início do conflito.

Economistas preveem aumento moderado do CPI em fevereiro, com ligeira desaceleração no núcleo da inflação. Bens essenciais continuam caros, mantendo a pressão para o FED manter as taxas estáveis nos próximos meses.

Os mercados financeiros internacionais iniciam a quarta-feira em tom de cautela enquanto investidores esperam os dados do Índice de Preços ao Consumidor (Consumer Price Index, CPI) dos Estados Unidos referentes a fevereiro. Uma alta na inflação pode impactar as decisões do Federal Reserve (FED) sobre futuras alterações nas taxas de juros.

A tensão crescente no Oriente Médio pressiona os preços do petróleo, que variaram entre US$ 90 e quase US$ 120 o barril nesta semana. Essa volatilidade reforça a possibilidade da Agência Internacional de Energia (AIE) liberar reservas para tentar estabilizar o mercado energético, afetado também pelo aumento nos preços da gasolina nos EUA, que acumulam alta superior a 18% desde o início do conflito na região.

Para fevereiro, a expectativa dos economistas é de um aumento de 0,3% no CPI, mantendo a inflação anual em torno de 2,4%. O núcleo do índice, que exclui os setores voláteis de alimentos e energia, deve apresentar uma leve desaceleração com alta estimada em 0,2%, refletindo recuo nos preços de veículos usados e crescimento moderado em aluguéis e passagens aéreas.

Enquanto isso, bens como vestuário e produtos para o lar devem continuar a subir, pressionados pelas tarifas de importação mantidas pelo governo americano. Diante desse cenário, o FED dificilmente reduzirá os juros em sua próxima reunião, com mercado já deslocando para setembro a possível revisão nas taxas.

No pré-mercado, os índices futuros operam em baixa e a atenção se volta para o discurso da vice-presidente de Supervisão do FED, Michelle Bowman.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.