Os preços do petróleo Brent ultrapassaram US$ 70 por barril, impulsionados pelas tensões recentes envolvendo o Irã e um possível ataque militar dos EUA. A ameaça de interrupção no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, aumentou o risco geopolítico na região.
Além da instabilidade no Oriente Médio, interrupções temporárias na produção em outras regiões também contribuíram para a alta dos preços. Analistas apontam que o conflito pode elevar ainda mais o valor do Brent em médio prazo, impactando o mercado global de energia.
Os preços futuros do petróleo Brent alcançaram nesta quinta-feira (29) a maior alta em quatro meses, impulsionados pelas tensões envolvendo um possível ataque militar dos EUA ao Irã. O Irã, que produz cerca de 3,2 milhões de barris por dia, é um dos maiores membros da Opep e a instabilidade na região eleva o risco geopolítico associado às exportações de petróleo.
O medo mais imediato dos mercados é o impacto direto se o Irã fechar o Estreito de Ormuz, por onde passam 20 milhões de barris diários, além do potencial ataque a países vizinhos. No intradiário, o Brent chegou a ser vendido a US$ 70,35 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu 2,17%, aproximando-se de US$ 65 por barril.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pressiona o Irã para encerrar seu programa nuclear, avaliando ações militares direcionadas para líderes e forças de segurança, numa tentativa de estimular protestos contra o governo iraniano. Analistas do Citi estimam que o prêmio geopolítico pode somar entre US$ 3 e US$ 4 por barril, com possibilidade de levar o Brent a US$ 72 em até três meses.
Além das tensões no Oriente Médio, outras interrupções temporárias na produção afetaram o mercado, como o reinício gradual do campo petrolífero de Tengiz, no Cazaquistão, abalado por incêndios, e a retomada da operação de poços nos EUA afetados pela tempestade Fern.
Em resumo, o principal fator que sustenta a alta dos preços continua sendo o cenário geopolítico envolvendo o Irã e a região do Oriente Médio, combinado com interrupções pontuais em outras áreas produtoras.
Via Forbes Money