Na última sexta-feira, o preço do petróleo caiu mais de 2%, influenciado pelo risco de excesso de oferta global e pelas expectativas de um possível acordo de paz na Ucrânia. Os contratos futuros do Brent e do WTI registraram quedas significativas.
Em 2023, o petróleo amarga uma queda acumulada que pode chegar a 19%, com os níveis mínimos de preço atingidos próximos aos registros de cinco anos atrás. A Agência Internacional de Energia projeta excesso de oferta em 2024, o que mantém a pressão negativa sobre os preços.
Investidores acompanham de perto as negociações entre Rússia e Ucrânia, que podem alterar o cenário com o levantamento de sanções ao setor petrolífero russo. Um encontro importante entre líderes destinados a discutir a situação está marcado para os próximos dias.
Na última sexta-feira, os preços do petróleo registraram queda acima de 2%, influenciados pela perspectiva de um excesso de oferta no mercado global e pela atenção voltada ao possível acordo de paz na Ucrânia. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$ 60,64 por barril, recuando 2,57%, enquanto o WTI dos Estados Unidos caiu 2,76%, cotado a US$ 56,74.
Após tocarem mínimas próximas a cinco anos em 16 de dezembro, os preços começaram a mostrar sinais de recuperação, mas seguem no caminho para fechar o ano com a maior retração desde 2020. O Brent e o WTI acumulam perdas de 19% e 21%, respectivamente, em 2023, principalmente devido ao crescimento da produção que gera preocupação sobre a oferta excedente no próximo ano.
O relatório de dezembro da Agência Internacional de Energia (IEA) indica que a oferta global de petróleo vai superar a demanda em 3,84 milhões de barris por dia em 2024. Esta diferença reforça a tendência de pressão para baixo nos preços.
Além disso, investidores monitora os desdobramentos da negociação entre Rússia e Ucrânia, já que um acordo pode resultar no levantamento das sanções ao setor petrolífero russo, afetando novamente a dinâmica do mercado. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy deve se reunir com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir questões territoriais, consideradas o maior entrave para a resolução do conflito.
O encontro está marcado para este domingo na Flórida, com expectativas de decisões importantes antes do Ano Novo.
Via Money Times