Preço do petróleo ultrapassa US$ 100 após ataques na região do Irã

Ataques no Irã elevam preço do petróleo acima de US$ 100, pressionando o mercado global.
09/03/2026 às 10:41 | Atualizado há 3 horas
               
A descrição destaca a primeira ofensiva direta contra instalações petrolíferas iranianas no conflito atual. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Os preços do petróleo subiram significativamente, ultrapassando a marca de US$ 100 por barril, após ataques a instalações iranianas próximas a Teerã. Esses incidentes aumentaram a tensão na região e impactaram a oferta global.

Cortes na produção em países como Iraque, Kuwait e Emirados Árabes, além do fechamento do Estreito de Ormuz, contribuíram para o aumento dos preços. A alta pode se prolongar devido a riscos logísticos e instabilidades na região.

Os preços do petróleo ultrapassaram US$ 119 por barril, atingindo níveis não vistos desde 2022, impulsionados por cortes na produção de grandes fornecedores e temores sobre possíveis interrupções no transporte marítimo. No domingo (8), ataques a instalações iranianas perto de Teerã provocaram destruição e mortes, elevando a tensão na região.

Os contratos futuros do Brent subiram 11,1%, chegando a US$ 102,95 por barril, enquanto o WTI avançou 11,2%, alcançando US$ 101,04. O Brent chegou a atingir US$ 119,50, marcando o maior aumento absoluto em um único dia. Desde o início do conflito entre Irã, EUA e Israel em fevereiro, o Brent já subiu 66%, e o WTI, 77%.

O Estreito de Ormuz, passagem crítica para cerca de um quinto do fluxo global de petróleo e gás, segue praticamente fechado, contribuindo para um recorde histórico no prêmio dos contratos de carregamento do Brent. A nomeação do sucessor de Ali Khamenei reforça a postura dura do Irã no conflito.

Produção de petróleo sofreu cortes significativos: o Iraque teve uma queda de 70% nos principais campos do sul, e o Kuwait antecipou redução preventiva devido às ameaças no Estreito de Ormuz. Emirados Árabes Unidos também ajustam produção para controlar estoques. Ao mesmo tempo, a Saudi Aramco iniciou cortes em dois campos para gerenciar capacidade.

Esses fatores indicam que os preços do combustível podem se manter elevados por semanas ou meses, mesmo com o fim rápido do conflito, devido a dificuldades logísticas e riscos no transporte.

Via Forbes Brasil

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