Prefeito de Macapá renuncia após afastamento determinado pelo STF

Prefeito de Macapá renuncia após ser afastado pelo STF durante investigação da Polícia Federal.
05/03/2026 às 17:01 | Atualizado há 2 horas
               
Dr. Furlan renuncia à prefeitura de Macapá para concorrer ao governo do estado. (Imagem/Reprodução: Tribunaonline)

O prefeito de Macapá, Dr. Furlan, renunciou formalmente ao cargo após ser afastado pelo ministro Flávio Dino, do STF. A decisão ocorreu em meio a uma investigação da Polícia Federal sobre um possível esquema de desvio na obra do Hospital Geral Municipal.

Dr. Furlan justificou a renúncia para poder disputar o governo do estado, conforme exigência da Constituição. Com o afastamento dele e do vice, o presidente da Câmara de Macapá assumiu interinamente.

A investigação aponta fraude em licitação de R$ 70 milhões e movimentações financeiras suspeitas relacionadas à empresa contratada. O STF justificou o afastamento para evitar acesso a documentos e riscos de novas irregularidades.

O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), apresentou sua renúncia formal ao cargo, após afastamento por decisão do ministro do STF, Flávio Dino. O pedido foi entregue à Câmara Municipal de Macapá nesta quinta-feira (5) e ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal, que apura possível esquema de desvio de recursos na construção do Hospital Geral Municipal.

No documento, Dr. Furlan afirma que renunciou para concorrer ao cargo de governador do estado, como exige a Constituição Federal para quem deseja disputar o Executivo estadual. Com o afastamento dele e do vice, Mario Neto, o presidente da Câmara, Pedro dos Santos Martins (Pedro DaLua), assumiu interinamente o comando da prefeitura.

A investigação, vinculada à operação Paroxismo, aponta para fraude em licitação de aproximadamente R$ 70 milhões, envolvendo a empresa Santa Rita Engenharia Ltda. A PF identificou que a proposta da contratada foi praticamente idêntica ao orçamento prévio da prefeitura, levantando suspeitas de favorecimento e direcionamento.

Além disso, foram constatados saques em dinheiro e movimentações financeiras atípicas de valores superiores a R$ 9 milhões pelos sócios da empresa, que não teriam sido utilizados para serviços relacionados à obra. Parte dos recursos teria sido transferida para pessoas próximas a Furlan, incluindo a ex-esposa e a atual companheira do prefeito.

O ministro Flávio Dino justificou o afastamento como medida para evitar que os investigados tenham acesso a documentos ou manipulem provas, além do risco de novos crimes ligados às licitações municipais enquanto estiverem nos cargos.

Via Tribuna Online

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