Presidente da CPMI do INSS destinou R$ 3,6 milhões a fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha

Presidente da CPMI do INSS enviou R$ 3,6 milhões a fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha entre 2019 e 2025.
17/03/2026 às 07:21 | Atualizado há 1 dia
               
Carlos Viana desvia R$ 3,6 mi ao INSS para fundação ligada à Igreja da Lagoinha. (Imagem/Reprodução: Danuzionews)

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, direcionou R$ 3,6 milhões em emendas para a Fundação Oasis, associada à Igreja Batista da Lagoinha, entre 2019 e 2025. Os recursos foram destinados a projetos sociais em Belo Horizonte e região metropolitana.

O repasse ocorreu em três etapas, com R$ 1,5 milhão em 2019, R$ 1,47 milhão em 2023 e R$ 650 mil em 2025. A atuação do parlamentar gera questionamentos, já que ele lidera a comissão que investiga fraudes no INSS e há suspeitas sobre a fundação e suas ligações com empresas investigadas.

A assessoria de Carlos Viana defende que as emendas seguem a legislação e que as prefeituras responsáveis escolhem as entidades beneficiadas. A CPMI busca esclarecer irregularidades que afetam milhões de beneficiários do INSS.

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, Carlos Viana, direcionou cerca de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para a Fundação Oasis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha. Os recursos foram repassados entre 2019 e 2025, destinadas a projetos sociais executados pela entidade.

Em 2019, R$ 1,5 milhão foi destinado via emenda para a Prefeitura de Belo Horizonte, com a fundação indicada como responsável pelos projetos. Em 2023, aproximadamente R$ 1,47 milhão foram enviados, e em 2025, perto de R$ 650 mil foram repassados para uma unidade da fundação em Capim Branco, região metropolitana da capital mineira.

O caso gera debate por envolver o presidente da CPMI do INSS, que investiga fraudes bilionárias no instituto. Parlamentares aliados ao governo questionam sua atuação, alegando que ele tenta impedir aprofundamentos relacionados à Igreja da Lagoinha nesta comissão.

A fundação está sob análise após suspeitas de ligações com empresas e operações financeiras investigadas, incluindo fintechs e empresários destacados na apuração da CPMI, criada em 2025 para investigar irregularidades que podem ter prejudicado milhões de beneficiários do INSS.

A assessoria de Carlos Viana afirmou que as emendas seguem as normas constitucionais e que as prefeituras são responsáveis pela escolha das entidades beneficiadas e pela prestação de contas.

Via Danuzio News

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