Presidente da Eurasia diz ser difícil ter eleições livres e justas na Venezuela alinhadas aos EUA

Especialista da Eurasia avalia que eleições democráticas na Venezuela com influência dos EUA enfrentam grandes desafios.
03/01/2026 às 18:02 | Atualizado há 1 dia
               
Ian Bremmer diz ser difícil eleições serem totalmente democráticas hoje. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

O presidente da consultoria Eurasia, Ian Bremmer, afirmou ser difícil imaginar eleições democráticas totalmente livres e justas na Venezuela num curto prazo, diante da recente intervenção militar dos Estados Unidos. Na madrugada do dia 3, os EUA capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, e mantêm controle até uma transição política.

Bremmer explicou que o objetivo do governo americano é substituir Maduro por um regime mais estável, mas reconheceu que o cenário para eleições livres está distante e complicado. Ele destacou que os militares venezuelanos só colaboraram por acreditar que o país não seria entregue à oposição.

O especialista enfatizou a insegurança política na Venezuela, descrevendo o ambiente como uma “lei da selva”, com alianças instáveis e hostilidades repentinas. Apesar da mudança no comando, o caminho para eleições democráticas ainda é incerto e repleto de desafios.

O presidente e fundador da consultoria Eurasia, Ian Bremmer, considerou “difícil” imaginar eleições democráticas “totalmente livres e justas” na Venezuela em curto prazo após a recente intervenção dos Estados Unidos. Na madrugada deste sábado (3), os EUA lançaram uma ação militar no país que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, confirmação dada pelo presidente Donald Trump.

Trump declarou que as forças militares americanas permanecerão na Venezuela por tempo indeterminado e exercerão controle até que seja realizada uma transição política. Bremmer explicou que o objetivo do governo Trump era destituir Maduro e estabelecer um novo regime “estável e flexível” no país. Segundo ele, a retirada de Maduro já foi alcançada, e o acordo político é o próximo passo, embora com dificuldades evidentes para eleições livres e justas nesse cenário.

O especialista destacou que os militares venezuelanos teriam colaborado com os EUA apenas se acreditassem que o país não seria simplesmente entregue à oposição. Bremmer chamou atenção para a complexidade do ambiente político atual, ressaltando que “a lei da selva” é uma realidade perigosa, na qual alianças e hostilidades podem se inverter rapidamente.

Essas declarações indicam que, apesar da mudança no comando, o caminho para um processo eleitoral democrático na Venezuela enfrenta desafios significativos e um cenário político ainda instável.

Via Money Times

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