Em assembleia de acionistas realizada na sexta-feira de Carnaval, Previ e BNDESPar vetaram proposta da gestora Charles River na Tupy. A proposta pedia critérios mínimos para administradores e criticava indicações políticas na empresa.
A Charles River, com 6,7% da Tupy, alegou que indicações políticas têm causado instabilidade e desconfiança no mercado. Previ e BNDESPar, que controlam a empresa, pediram análise sobre impactos jurídicos antes de mudanças.
A Tupy enfrenta queda de 42% em suas ações no último ano, refletindo incertezas sobre governança. A rejeição da proposta mantém a atual estrutura e o controle da Previ e BNDESPar na companhia.
Em assembleia realizada na sexta-feira de Carnaval, os acionistas da Tupy rejeitaram proposta da gestora Charles River que sugeria a inclusão de requisitos mínimos de elegibilidade para administradores na empresa. A decisão contou com votos decisivos da Previ e do BNDESPar, controladores relevantes da companhia.
A proposta da Charles River, que detém 6,7% da Tupy, questionava as indicações de conselheiros com vinculações políticas, além de exigir experiência executiva comprovada para cargos na diretoria. Essas mudanças foram solicitadas após a BNDESPar indicar o ministro da Defesa, José Múcio, para o conselho da fundição.
A gestora registrou na ata da assembleia seu protesto, afirmando que as indicações políticas feitas pela Previ e BNDESPar têm gerado instabilidade institucional e desconfiança no mercado sobre a governança da Tupy. Segundo a Charles River, esta situação compromete o processo decisório e pode caracterizar abuso de poder de controle.
A Previ, com 27% da empresa, destacou que as propostas da gestora refletem boas práticas de governança, mas pediu que o conselho avaliasse os impactos jurídicos e operacionais antes de qualquer mudança no estatuto. Atualmente, não existe acordo formal entre Previ e BNDESPar.
A Tupy hoje tem valor de mercado de R$ 1,77 bilhão, e suas ações acumulam queda de 42% nos últimos 12 meses, refletindo o cenário de instabilidade que motiva parte das discussões sobre governança e o papel dos acionistas majoritários.
Via Brazil Journal