Chefes de bancos centrais importantes, incluindo o presidente do Banco Central do Brasil, manifestaram apoio a Jerome Powell após ameaças do governo dos EUA relacionadas a seu depoimento sobre a reforma do Federal Reserve.
Na declaração conjunta, eles destacaram a importância da independência dos bancos centrais para manter a estabilidade dos preços e do sistema financeiro global, alertando para os riscos de interferência política.
O movimento, coordenado pela presidente do Banco Central Europeu, contou com ampla adesão, ressaltando que a influência política pode aumentar a inflação e a volatilidade nos mercados globais, prejudicando a economia mundial.
Chefes de importantes bancos centrais do mundo, incluindo o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, divulgaram uma declaração conjunta em defesa do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. A manifestação ocorreu após o governo dos EUA ameaçar Powell com um indiciamento relacionado a seu depoimento ao Congresso sobre a reforma da sede do Fed.
Na carta, as autoridades reforçam a importância da independência dos bancos centrais para garantir a estabilidade dos preços e do sistema financeiro. Eles afirmam que a ação contra Powell representa uma tentativa de interferência política, o que pode prejudicar a confiança na condução da política monetária e afetar os mercados globais.
A declaração teve origem na articulação da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e contou com apoio de governadores de instituições da zona do euro, Suécia, Dinamarca, Suíça, Austrália, Coreia do Sul e França. Também recebeu respaldo do Banco de Compensações Internacionais (BIS). Notavelmente, o Banco do Japão não assinou o documento, embora tenha manifestado inicialmente apoio à ideia.
Os líderes financeiros destacaram que a influência política sobre o Fed pode levar a um aumento da inflação e a volatilidade nos mercados globais. Por ser a maior economia mundial, os EUA podem exportar essas dificuldades, complicando o controle da inflação por outros bancos centrais.
O grupo reforça a necessidade de preservar a autonomia das instituições monetárias dentro dos limites do estado de direito e da responsabilidade democrática, fundamental para a estabilidade econômica global.
Via Forbes Brasil