Principais Bancos Centrais Mundiais Apoiam Jerome Powell após Pressão do Governo dos EUA

Principais bancos centrais defendem autonomia de Powell após ameaças políticas dos EUA. Impacto na estabilidade econômica mundial.
13/01/2026 às 20:44 | Atualizado há 5 horas
               
Líderes globais apoiam unânime Powell, reforçando confiança no Fed. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Chefes de bancos centrais importantes, incluindo o presidente do Banco Central do Brasil, manifestaram apoio a Jerome Powell após ameaças do governo dos EUA relacionadas a seu depoimento sobre a reforma do Federal Reserve.

Na declaração conjunta, eles destacaram a importância da independência dos bancos centrais para manter a estabilidade dos preços e do sistema financeiro global, alertando para os riscos de interferência política.

O movimento, coordenado pela presidente do Banco Central Europeu, contou com ampla adesão, ressaltando que a influência política pode aumentar a inflação e a volatilidade nos mercados globais, prejudicando a economia mundial.

Chefes de importantes bancos centrais do mundo, incluindo o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, divulgaram uma declaração conjunta em defesa do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. A manifestação ocorreu após o governo dos EUA ameaçar Powell com um indiciamento relacionado a seu depoimento ao Congresso sobre a reforma da sede do Fed.

Na carta, as autoridades reforçam a importância da independência dos bancos centrais para garantir a estabilidade dos preços e do sistema financeiro. Eles afirmam que a ação contra Powell representa uma tentativa de interferência política, o que pode prejudicar a confiança na condução da política monetária e afetar os mercados globais.

A declaração teve origem na articulação da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e contou com apoio de governadores de instituições da zona do euro, Suécia, Dinamarca, Suíça, Austrália, Coreia do Sul e França. Também recebeu respaldo do Banco de Compensações Internacionais (BIS). Notavelmente, o Banco do Japão não assinou o documento, embora tenha manifestado inicialmente apoio à ideia.

Os líderes financeiros destacaram que a influência política sobre o Fed pode levar a um aumento da inflação e a volatilidade nos mercados globais. Por ser a maior economia mundial, os EUA podem exportar essas dificuldades, complicando o controle da inflação por outros bancos centrais.

O grupo reforça a necessidade de preservar a autonomia das instituições monetárias dentro dos limites do estado de direito e da responsabilidade democrática, fundamental para a estabilidade econômica global.

Via Forbes Brasil

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