Principais Barreiras que Limitam a Ascensão das Mulheres nas Empresas Brasileiras

Entenda os principais fatores que dificultam o crescimento das mulheres nas organizações brasileiras.
25/02/2026 às 16:01 | Atualizado há 2 horas
               
A descrição destaca que obstáculos estruturais e culturais, não a ambição, limitam o crescimento feminino nas organizações. (Imagem/Reprodução: Folhavitoria)

O crescimento das mulheres nas empresas brasileiras enfrenta barreiras que vão além do ingresso no mercado de trabalho. As dificuldades estão relacionadas à sobrecarga de tarefas invisíveis, falta de flexibilidade e culturas organizacionais pouco inclusivas, que comprometem o avanço na carreira.

Relatórios indicam que a maior perda de talentos ocorre nos primeiros níveis de liderança, onde mulheres são promovidas em menor proporção que os homens. Essa limitação afeta a participação em projetos estratégicos e oportunidades de visibilidade, dificultando a ascensão a cargos superiores.

O crescimento das mulheres nas empresas enfrenta barreiras que vão além do acesso inicial ao mercado. Essas dificuldades estão ligadas às condições que permeiam suas trajetórias ao longo do tempo, afetando progressão, reconhecimento e as oportunidades estratégicas dentro das organizações.

Relatórios da McKinsey & Company indicam que o maior desperdício de talentos femininos ocorre nos primeiros níveis de liderança. Conhecido como broken rung, esse fenômeno evidencia que as mulheres são promovidas em menor proporção do que os homens nas etapas iniciais de comando, prejudicando sua ascensão futura.

A sobrecarga de tarefas invisíveis, principalmente relacionadas a cuidados, também influencia esse ritmo. Dados da Deloitte apontam que essa acumulação limita a participação das mulheres em projetos de destaque, networking e atividades estratégicas, influenciando diretamente decisões sobre promoções.

O relatório Empreendedoras e seus Negócios reforça que a busca por flexibilidade é um fator importante para mulheres reconsiderarem carreiras tradicionais, diante da incompatibilidade entre modelos de trabalho e vida pessoal.

Além disso, culturas organizacionais pouco inclusivas, avaliações pouco claras e falta de feedback comprometem o entendimento dos caminhos para o avanço. Essa combinação faz com que as mulheres permaneçam por mais tempo em cargos intermediários, realizando demandas administrativas e recebendo menos chances de visibilidade estratégica.

Entender esses desafios é importante para que as organizações revisem critérios, redistribuam tarefas e ampliem a flexibilidade, promovendo ambientes mais justos e sustentáveis, capazes de reter e desenvolver talentos femininos.

Via Folha Vitória

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.