Problemas cerebrais custam US$ 5 trilhões ao ano e preocupam especialistas globais

Distúrbios cerebrais geram custo global de US$ 5 tri/ano e impactam economia mundial.
19/03/2026 às 09:41 | Atualizado há 18 horas
               
Distúrbios cerebrais, antes ignorados, ganharam espaço em políticas econômicas graças a Davos. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

Distúrbios como Alzheimer, demência e depressão causam um gasto global de US$ 5 trilhões ao ano, que pode chegar a US$ 16 trilhões até 2030. O tema ganhou atenção no Fórum Econômico Mundial em Davos, mostrando a importância da saúde cerebral para a economia.

A saúde do cérebro é essencial para produtividade e inovação, principalmente com o avanço da inteligência artificial. Mulheres são as mais afetadas, representando a maioria dos casos e cuidando da maior parte dos pacientes, o que impacta suas vidas e carreiras.

Países do Sul Global enfrentarão o maior aumento em casos de demência, exigindo investimentos em prevenção e detecção precoce. A desigualdade na pesquisa genética limita tratamentos eficazes para populações vulneráveis. Políticas integradas serão fundamentais para enfrentar essa crise.

Distúrbios cerebrais como Alzheimer, demência e depressão atualmente resultam em um custo global de US$ 5 trilhões anuais, com projeção para saltar a US$ 16 trilhões até 2030. A relação entre saúde mental e economia, antes pouco discutida, ganhou destaque recentemente durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.

A saúde do cérebro passa a ser vista como peça-chave para a produtividade e competitividade na era da inteligência artificial (IA). À medida que a IA automatiza tarefas rotineiras, aumenta o valor do pensamento criativo e adaptativo, habilidades que dependem do capital cerebral saudável. Investimentos nessa área podem preparar melhor a força de trabalho para os desafios futuros.

Outro ponto importante envolve o impacto diferenciado nas mulheres, que representam quase dois terços das pessoas com Alzheimer e respondem por mais de 60% dos cuidados não remunerados a portadores de demência. Esse papel afeta suas carreiras e saúde, além de influenciar na distribuição de riqueza, já que boa parte de ativos significativos será herdada por elas nas próximas décadas.

Países do Sul Global enfrentarão o maior aumento de casos de demência, concentrando 70% do total. Investir em detecção precoce e prevenção nessas regiões é essencial para preservar a produtividade mundial e evitar sobrecarga dos sistemas de saúde. Ao mesmo tempo, há uma grande disparidade na pesquisa genética, pois 90% dos estudos se baseiam em 10% da população global, prejudicando a eficácia dos tratamentos para populações mais vulneráveis.

Assim, integrar políticas econômicas à saúde cerebral, reconhecer o papel das mulheres e promover prevenção no Sul Global são passos fundamentais para lidar com esse desafio emergente.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.