A Rede D’Or apresentou resultados no quarto trimestre abaixo das expectativas. A receita cresceu 11,2%, atingindo R$ 14,5 bilhões, mas o EBITDA ajustado ficou 4% menor que o projetado. O lucro líquido cresceu 39% em relação ao ano anterior, porém não atingiu as previsões após ajustes.
A margem EBITDA caiu para 22%, abaixo das estimativas, devido ao aumento dos custos com materiais e medicamentos, que representaram 23% da receita. O crescimento de procedimentos complexos, como cirurgias e transplantes, elevou os gastos, pressionando as margens, apesar do aumento do tíquete médio.
O CEO Paulo Moll ressaltou que o EBITDA nominal de alguns hospitais melhorou, o que reduz a preocupação com a margem percentual. A estratégia de focar em procedimentos mais complexos visa aumentar o lucro em longo prazo, mesmo com margens menores atualmente.
A ação da Rede D’Or começou o pregão em queda de 7%, após o quarto trimestre apresentar resultados abaixo das expectativas dos analistas. A receita líquida cresceu 11,2%, atingindo R$ 14,5 bilhões, alinhada ao consenso, mas o EBITDA ajustado ficou 4% abaixo das projeções. O lucro líquido de R$ 1,2 bilhão registrou alta de 39% na comparação anual, porém, descontada a venda da GSH, ficou 10% aquém do esperado.
A margem EBITDA do segmento hospitalar foi de 22%, inferior às estimativas entre 23,1% e 23,2%. O aumento dos custos com materiais e medicamentos, que corresponderam a 23% das receitas, contribuiu para essa queda. O CEO Paulo Moll explicou que o crescimento em procedimentos mais complexos, como transplantes e cirurgias, elevou essas despesas, pressionando a margem, embora o tíquete médio tenha aumentado, beneficiando a receita.
Apesar disso, Moll destacou que alguns hospitais entregaram EBITDA nominal maior, o que minimiza preocupações sobre a margem percentual mais baixa. Um analista reforçou essa trajetória, apontando que focar em cirurgias complexas mira um lucro maior a longo prazo, mesmo que a margem percentual diminua.
O desempenho da SulAmérica, subsidiária no segmento de planos de saúde, também influenciou o resultado. A sinistralidade melhorou, mas houve desaceleração no crescimento do tíquete médio e aumento de despesas com contingências. A CEO Raquel Reis comentou que a empresa está evitando maiores reajustes, adotando modelos como o reembolso modular.
Nas últimas semanas, a Rede D’Or buscou ajustar as projeções com analistas, mas o resultado ficou abaixo das revisões já modestamente corrigidas. A companhia, avaliada em R$ 93 bilhões, viu suas ações subir 45% nos últimos 12 meses, negociadas a múltiplos de 18x lucro estimado para este ano.
Via Brazil Journal