Produção de algodão no Brasil pode cair 11,5% na safra 2025/2026

Produção de algodão tende a cair 11,5% na safra 2025/2026, com redução da área plantada e da produtividade. Saiba mais sobre o cenário no Brasil.
20/02/2026 às 17:01 | Atualizado há 1 hora
               
Produção brasileira cai, mas ainda é a segunda maior da história. (Imagem/Reprodução: Forbes)

A produção brasileira de algodão pode sofrer uma queda de 11,5% na safra 2025/2026, ficando em 3,74 milhões de toneladas de pluma. Essa redução está ligada a uma diminuição de 6,5% na área plantada, prevista para 2,03 milhões de hectares, e à queda da produtividade média, estimada em 5,7%, para 1.841 kg por hectare.

Os principais fatores para esse ajuste são os preços baixos do algodão e o aumento dos custos de produção, o que diminui a rentabilidade dos agricultores. A concorrência com outras culturas, como a segunda safra de milho, especialmente no Mato Grosso, também influencia essa redução na área cultivada.

Apesar da retração, a produção projetada será a segunda maior da história do país, indicando que o movimento é um ajuste no ritmo de crescimento do setor, e não uma crise estrutural. O setor busca equilíbrio entre oferta, demanda e custos, mantendo o Brasil relevante no mercado global do algodão.

A produção de algodão no Brasil deve registrar queda de 11,5% na safra 2025/26, alcançando 3,74 milhões de toneladas (pluma), segundo a consultoria Safras & Mercado. Esse recuo está associado à redução da área plantada, prevista em 6,5%, para 2,03 milhões de hectares, e a uma queda na produtividade média, estimada em 5,7%, para 1.841 kg/ha.

O ajuste na área destinada ao cultivo ocorre devido à combinação de preços em baixa e aumento nos custos de produção, fatores que pressionam a rentabilidade do agricultor. Também pesa a concorrência com outras culturas, como a segunda safra de milho, especialmente no Mato Grosso, maior estado produtor, onde os produtores optam entre milho e algodão.

A estatal Conab, por sua vez, previa uma redução menor na área plantada, de 3,2%, indicando uma divergência nas projeções sobre o mercado.

Apesar do recuo, a produção projetada para o próximo ciclo ainda será a segunda maior da história do Brasil, o que sugere que o movimento reflete mais um ajuste no ritmo de crescimento do setor do que uma mudança estrutural na produção do algodão.

Segundo o analista Gil Barabach, essa retração é vista como parte do processo de consolidação do mercado e não aponta para uma perda de importância do Brasil no cenário global.

O recuo na produtividade também está ligado à adoção de práticas que buscam reduzir custos, impactando o rendimento por hectare. Esses dados indicam que o setor do algodão passa por um momento de equilíbrio entre oferta, demanda e condições de cultivo.

Via Forbes Agro

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