Produtos Impactados pelas Tarifas de Trump por País

Veja como as tarifas de Trump impactam produtos ao redor do mundo.
12/07/2025 às 17:04 | Atualizado há 2 meses
Tarifas de Trump
Presidente alerta 24 países e UE sobre tarifas mais altas sem acordos comerciais. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

As **Tarifas de Trump** voltaram ao centro das discussões econômicas globais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu a polêmica ao enviar cartas a 24 países e à União Europeia (UE), ameaçando elevar as tarifas caso não sejam firmados acordos comerciais até 1º de agosto. Essas medidas, que alteram as taxas anunciadas em abril, já impactam diversos setores e reacendem temores no mercado internacional.

As tarifas propostas variam em relação ao plano inicial apresentado em abril, que previa tarifas “recíprocas”. Atualmente, muitos países já enfrentam uma tarifa mínima de 10% sobre suas importações, além de outras medidas específicas por setor. Essa nova rodada de ameaças de **Tarifas de Trump** intensifica as negociações e reacende o debate sobre o impacto do protecionismo no comércio mundial.

Para o Brasil, a tarifa anunciada é de 50%, impactando diretamente as importações americanas de petróleo, produtos de ferro, café e suco de fruta. O país não havia sido ameaçado com a tarifa elevada em abril, mas já enfrentava a tarifa base de 10%. Em resposta, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mencionou a possibilidade de acionar a lei de reciprocidade econômica, que permite suspender acordos comerciais. Ele também destacou o superávit comercial dos EUA com o Brasil, que ultrapassou US$ 410 bilhões nos últimos 15 anos.

No continente asiático, Myanmar enfrenta uma tarifa de 40%, uma redução em comparação aos 44% anunciados anteriormente. As principais exportações de Myanmar para os EUA incluem roupas, artigos de couro e frutos do mar. O Major-General Zaw Min Tun, porta-voz do governo militar, indicou que o país buscará negociações.

Laos também terá uma tarifa de 40%, abaixo dos 48% inicialmente propostos em abril. Essa medida deve afetar as exportações de sapatos, móveis de madeira, componentes eletrônicos e fibra óptica. Já o Camboja, que exporta produtos têxteis, roupas, calçados e bicicletas, terá uma tarifa de 36%. Sun Chanthol, principal negociador do Camboja, afirmou que o país conseguiu reduzir a tarifa de 49% para 36% e está aberto a novas negociações.

A Tailândia, por sua vez, enfrenta uma tarifa de 36%, conforme anunciado em abril. Essa medida afetaria a importação de peças de computador, produtos de borracha e pedras preciosas. O vice-primeiro-ministro, Pichai Chunhavajira, garantiu que o país continuará pressionando por negociações tarifárias com os EUA e apresentou uma nova proposta, que inclui abrir seu mercado para mais produtos agrícolas e industriais americanos, além de aumentar a importação de energia e aeronaves.

Bangladesh terá uma tarifa de 35%, inferior aos 37% de abril. Os produtos de vestuário serão os mais afetados. Salehuddin Ahmed, conselheiro do governo, expressou a esperança de negociar um resultado melhor, devido à preocupação de que tarifas adicionais tornem as exportações de roupas do país menos competitivas em relação a Vietnã e Índia.

O Canadá enfrenta uma tarifa de 35%, um aumento em relação aos 25% anteriormente impostos para bens que não cumprem o acordo comercial norte-americano. Essa tarifa deve afetar produtos como petróleo e derivados, carros e caminhões. O primeiro-ministro Mark Carney declarou que o governo continuará trabalhando para um acordo comercial até o prazo de 1º de agosto.

A Sérvia terá uma tarifa de 35%, abaixo dos 37% de abril. O país exporta principalmente software, serviços de TI e pneus para os EUA. A Indonésia mantém sua tarifa em 32%, exportando produtos como óleo de palma, manteiga de cacau e semicondutores.

Na África, a Argélia enfrenta uma tarifa de 30%, impactando as importações americanas de petróleo, cimento e produtos de ferro. A Bósnia e Herzegovina terão uma tarifa de 30%, abaixo dos 35% anunciados anteriormente, com exportações que incluem armas e munições.

A União Europeia terá uma tarifa de 30%, acima dos 20% de abril, mas abaixo dos 50% que Trump chegou a ameaçar. As exportações mais afetadas incluem medicamentos, automóveis, aeronaves, produtos químicos, instrumentos médicos e bebidas alcoólicas. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que as tarifas prejudicam cadeias essenciais e que a UE está disposta a negociar, mas também pronta para aplicar contramedidas, se necessário.

Para o Iraque, a tarifa será de 30%, menor que os 39% de abril. As exportações principais são petróleo e produtos derivados. A Comissão Europeia criticou o impacto das tarifas nas cadeias de suprimento, afetando empresas e consumidores de ambos os lados do Atlântico. A Líbia terá uma tarifa de 30%, ligeiramente abaixo dos 31% anunciados em abril, com exportações focadas em derivados de petróleo.

O México, país vizinho dos EUA, verá sua tarifa subir para 30%, após ter sido fixada em 25% para bens que não se enquadram no acordo de livre comércio da América do Norte. Os produtos mais exportados são veículos, peças automotivas, petróleo, caminhões, computadores e produtos agrícolas. A África do Sul terá uma tarifa de 30%, mantida desde abril, com exportações de platina, diamantes, veículos e autopeças. A presidência sul-africana declarou que as tarifas distorcem o comércio bilateral e que o país continuará empenhado em um relacionamento comercial mais equilibrado.

Sri Lanka terá uma tarifa de 30%, abaixo dos 44% anunciados em abril, com exportações de vestuário e produtos de borracha. Brunei terá uma tarifa de 25%, um ponto percentual acima da taxa anunciada anteriormente, exportando combustíveis minerais e equipamentos de maquinário. A Moldávia terá uma tarifa de 25%, abaixo dos 31% anunciados em abril, com exportações de suco de frutas, vinhos, roupas e produtos plásticos.

O Japão terá uma tarifa de 25%, uma leve alta em relação aos 24% de abril. As exportações incluem automóveis, peças automotivas e eletrônicos. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, classificou a medida como “extremamente lamentável”, mas reiterou o compromisso com as negociações.

O Casaquistão terá uma tarifa de 25%, abaixo dos 27% iniciais. As exportações incluem petróleo, urânio, ferroligas e prata. A Malásia terá uma tarifa de 25%, ante os 24% de abril. Os principais produtos exportados para os EUA são eletrônicos e equipamentos elétricos. O governo malaio informou que buscará negociações e agendou uma reunião ministerial.

A Coreia do Sul mantém sua tarifa em 25%. Entre os principais produtos exportados estão veículos, máquinas e eletrônicos. O Ministério do Comércio afirmou que o país acelerará negociações para alcançar um acordo antes que a tarifa entre em vigor. A Tunísia terá uma tarifa de 25%, abaixo dos 28% anteriormente anunciados, exportando gorduras animais e vegetais, roupas, frutas e nozes para os EUA.

As Filipinas terão uma tarifa de 20% a partir de 1º de agosto, uma leve alta frente aos 17% anteriores. As principais exportações filipinas incluem eletrônicos, maquinário, roupas e ouro.

As **Tarifas de Trump** reacendem as tensões comerciais globais, com cada país buscando estratégias para mitigar os impactos em suas economias. O cenário permanece dinâmico, com negociações em curso e a possibilidade de novas medidas até o prazo final de 1º de agosto.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.