O Bank of America prevê que a Vale produzirá entre 335 e 345 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026, com crescimento para 360 milhões de toneladas até 2030. Essa produção deve representar cerca de 20% do mercado global de exportações marítimas.
A empresa foca na estratégia de valor acima do volume e tem potencial de crescer na produção de cobre e níquel. O avanço em práticas ESG e a redução dos riscos relacionados a barragens também são destacados na análise do BofA.
O Bank of America (BofA) prevê que a Vale produzirá entre 335 e 345 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026, alcançando 360 milhões de toneladas até 2030. Essa produção corresponderá a cerca de 20% do mercado global de exportações marítimas. O banco mantém recomendação de compra para as ações da empresa, com preço-alvo de US$ 17 para as ADRs.
A divisão de minério de ferro representa aproximadamente 80% da receita líquida da Vale. O banco destaca que a companhia adota a estratégia de “valor acima de volume”, beneficiada pela flexibilidade do portfólio frente à concorrência.
No setor de metais básicos, a companhia atualmente produz entre 350 mil e 380 mil toneladas de cobre ao ano, o que equivale a 9% da receita total. A meta é dobrar essa produção para 700 mil toneladas até 2035. Já a produção de níquel, que responde por 7% da receita, varia entre 175 mil e 200 mil toneladas anuais, com foco em estabilizar a operação e alcançar equilíbrio de caixa até 2027.
O BofA também chama atenção para os avanços da Vale na agenda de ESG. A empresa continua os pagamentos de indenizações relacionados aos rompimentos em Mariana e Brumadinho. Além disso, o progresso no descarte de barragens e a diminuição do nível de emergência contribuem para a melhora do perfil de risco da empresa.
Via Money Times