Em janeiro de 2026, o Roblox implementou a verificação de idade por biometria facial para liberar o uso do chat, visando proteger crianças contra assédio e grooming. A medida gerou protestos virtuais de crianças e pré-adolescentes, que questionam a relação entre segurança e liberdade de expressão nessa plataforma.
Especialistas destacam que esses conflitos mostram a importância do letramento digital para a Geração Alpha, que vê o ambiente virtual como espaço de convivência e identidade. A biometria é apenas uma medida, e o combate real ao assédio depende de educar jovens para identificar riscos e agir de forma crítica.
Pesquisadores alertam que o chat oferece riscos constantes, e que as tecnologias restritivas são barreiras adicionais. Porém, é essencial unir tecnologia, políticas públicas e educação para proteger sem cercear a autonomia jovem, garantindo um debate equilibrado e inclusivo.
Em janeiro de 2026, a Roblox implementou a verificação de idade por biometria facial e documentos para liberar o uso do chat, buscando proteger crianças contra assédio e grooming. A ação causou protestos dentro da plataforma, com crianças e pré-adolescentes organizando manifestações virtuais, refletindo preocupações sobre a liberdade de expressão e segurança digital.
Especialistas como Thais Pianucci, da Start by Alura, destacam que esses protestos revelam como os ambientes virtuais são espaços de convivência e construção de identidade para a Geração Alpha. Para ela, sem letramento digital, a proteção pode ser vista como limitação à autonomia, pois jovens entendem esses espaços como praças públicas digitais.
A biometria é uma camada importante, mas não suficiente, já que pode ser burlada. Pianucci ressalta que o real combate ao assédio depende do desenvolvimento do pensamento crítico e da identificação de comportamentos de risco, temas essenciais do letramento digital estruturado. O objetivo é transformar jovens em criadores ativos, entendendo que as regras garantem liberdade e ética na criação.
Por sua vez, Daniel Barbosa, pesquisador da ESET Brasil, afirma que o chat representa risco constante e que medidas restritivas oferecem uma proteção extra. Ele alerta para ameaças como executors, que funcionam como portas para malwares e roubos de dados visando crianças e adolescentes.
O caso reforça a necessidade de combinar tecnologia, políticas públicas e educação digital, para proteger sem restringir indevidamente. O debate mostra que faixa etária não é medida eficaz de comportamento e que é fundamental ouvir o público jovem.
Via Forbes Brasil