Próximos passos na investigação do caso Master-BRB: depoimentos e apurações

Confira os avanços da investigação sobre o caso Master-BRB e os próximos depoimentos de envolvidos no esquema de irregularidades financeiras.
26/01/2026 às 21:44 | Atualizado há 5 horas
               
Investigação avança sobre possível irregularidade na compra do Banco Master pelo BRB. (Imagem/Reprodução: Moneytimes)

A investigação sobre o caso Master-BRB entrou em uma fase decisiva com a coleta de depoimentos de investigados pela Polícia Federal. O foco está na suspeita de compra irregular do Banco Master pelo BRB, envolvendo fraudes em carteiras de crédito e patrimônio inflado.

Nos dias 26 e 27 de janeiro, diretores, empresários e ex-executivos prestam depoimentos no Supremo Tribunal Federal e por videoconferência. A apuração visa esclarecer operações suspeitas e a estrutura paralela usada para fraudes, com ações coordenadas pela Polícia Federal e o Banco Central.

A primeira fase da operação resultou em prisões e na liquidação do Banco Master. A investigação segue rigorosa e busca reforçar a transparência no sistema financeiro, prevenindo novos casos semelhantes.

A investigação sobre suspeitas de irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB) entrou em uma fase crucial. A Polícia Federal iniciou a coleta de depoimentos dos investigados na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, envolvendo prisões e mandados de busca.

Nos dias 26 e 27 de janeiro, oito pessoas ligadas ao caso prestam depoimento, incluindo diretores do BRB e do Banco Master, empresários e ex-executivos das instituições. As oitivas ocorrem por videoconferência ou no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme decisão do relator, ministro Dias Toffoli.

O objetivo da PF é investigar a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas ao BRB. Além disso, apuram uma suposta estrutura paralela que teria inflado o patrimônio do Banco Master em R$ 11,5 bilhões, envolvendo operações com a gestora Reag DTVM, segundo o Banco Central.

Houve mudanças no cronograma das oitivas para concentrar as entrevistas em dois dias consecutivos no STF, decisão que gerou discussões entre a Polícia Federal e o ministro. Ele também determinou que os celulares apreendidos fiquem sob custódia da Procuradoria-Geral da República, limitando o acesso da PF.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, afirmou que a investigação tramita com “absoluta regularidade” e espera que os depoimentos acrescentem informações importantes. A primeira fase da operação resultou na prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco, e na liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central.

Além do Banco Master, o Banco Central também decretou liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e do Will Bank recentemente.

Via Money Times

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.