Puma projeta novo prejuízo anual e suspende dividendos para ajustar negócios

Puma estima prejuízo operacional em 2026 e suspende dividendos para fortalecer marca e mercado na China.
26/02/2026 às 10:41 | Atualizado há 2 horas
               
Puma prevê prejuízo operacional entre 50 e 150 milhões de euros em 2026. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A Puma anunciou a suspensão do pagamento de dividendos e prevê um prejuízo operacional de 50 a 150 milhões de euros em 2026. Essa medida integra a estratégia do CEO Arthur Hoeld para reverter a situação financeira da empresa, que enfrenta forte competição e dificuldades no mercado.

Em 2025, a companhia já registrou prejuízo de 357,2 milhões de euros, abaixo da previsão dos analistas. A mudança na estratégia comercial, especialmente na China, visa ajustar o modelo de vendas, focando na atuação direta com o consumidor final.

O executivo Arthur Hoeld, que assumiu o comando da Puma em julho, busca acelerar a recuperação e o crescimento da marca, com foco na adaptação aos mercados e melhora dos resultados futuros.

A Puma cancelou o pagamento de dividendos anuais e anunciou a previsão de um prejuízo operacional em 2026, avaliando um resultado negativo entre 50 e 150 milhões de euros. A decisão faz parte da estratégia do CEO Arthur Hoeld para recuperar a marca, que enfrenta dificuldades no mercado e perdeu espaço para concorrentes.

No ano de 2025, a empresa já havia registrado um prejuízo de 357,2 milhões de euros, valor inferior à estimativa de analistas, que apontavam para 374,3 milhões. Segundo Hoeld, as vendas na China podem sofrer no curto prazo, em função da mudança na estratégia comercial promovida pela investidora estratégica Anta, maior marca chinesa de roupas esportivas, que adquiriu 29% das ações da Puma.

Hoeld destacou que a Anta prefere atuar diretamente com o consumidor final, em contraste com o modelo da Puma que depende da revenda por varejistas. A atuação do executivo, ex-diretor de vendas da Adidas, que assumiu o comando da Puma em julho, visa acelerar o crescimento e o sucesso comercial da empresa.

O foco está na adaptação e fortalecimento da marca em um setor competitivo, buscando endereçar as perdas recentes e ajustar a presença em mercados relevantes como o chinês. A expectativa é que essas medidas reflitam na melhoria dos resultados futuros.

Via InfoMoney

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