Queda nas PMEs em maio reflete dificuldades nos setores de serviços e indústria

Em maio, as PMEs enfrentaram queda devido a setores de serviços e indústria. Entenda o que isso significa para a economia brasileira.
22/06/2025 às 06:02 | Atualizado há 2 meses
Queda de PMEs em maio
Movimentação financeira das PMEs sofre nova retração, segundo o IODE-PMEs. (Imagem/Reprodução: Startupi)

O cenário econômico para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) no Brasil apresentou novos desafios em maio de 2025. O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) revelou uma retração de 2,1% na movimentação financeira média real, seguindo uma queda de 4,9% em abril. Este resultado reflete um desempenho ainda fraco nos setores de indústria e serviços, impactando diretamente a saúde financeira das PMEs.

A Queda de PMEs em maio foi influenciada pelo setor de serviços, onde o faturamento real das PMEs registrou uma diminuição de 3,0%, após uma redução de 1,6% em abril. Agências de viagens, educação e alimentação foram as áreas mais afetadas. Em contrapartida, setores como informação, comunicação e saúde apresentaram crescimento, atenuando a queda geral.

Na indústria, a retração persistiu pelo sétimo mês consecutivo, com uma queda de 3,8% em relação a maio de 2024. A maioria dos subsetores da indústria de transformação, incluindo alimentos, bebidas e produtos de madeira, enfrentou um desempenho negativo. Contudo, os segmentos de produtos químicos e de papel tiveram um crescimento notável, mostrando variações dentro do setor industrial.

O comércio apresentou um desempenho positivo, com um aumento de 2,4% em maio na comparação anual, revertendo a queda de 0,5% registrada em abril. O varejo cresceu 3,6%, impulsionado pelo Dia das Mães, enquanto o atacado teve uma leve queda de 0,3%. Nichos como artigos de óptica e joalherias se destacaram. O setor de infraestrutura também registrou um leve crescimento de 1,9% no faturamento médio real, impulsionado pelos segmentos de eletricidade e gestão de resíduos.

A situação geral das PMEs continua sob pressão devido a fatores como juros elevados, inflação persistente e baixa confiança de consumidores e empresários. Apesar desse cenário desafiador, há indicativos de que o mercado de trabalho aquecido, com baixas taxas de desemprego e aumento da renda real, juntamente com a desaceleração da inflação, podem contribuir para uma recuperação gradual das PMEs nos próximos meses.

Via Startupi

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