Quem inventou o chuveiro elétrico no Brasil?

Saiba como Francisco Canho criou o chuveiro elétrico e revolucionou os banhos no Brasil.
21/02/2026 às 09:01 | Atualizado há 4 semanas
               
A descrição destaca a origem brasileira e a antiguidade da invenção, enfatizando orgulho regional e histórico. (Imagem/Reprodução: Super)

O chuveiro elétrico, presente em 73% dos lares brasileiros, foi inventado em 1927 por Francisco Canho, em Jaú, interior de São Paulo. Ele criou o aparelho para ajudar o pai, que sofria de reumatismo e precisava de água quente.

Canho usou um ferro elétrico para entender a resistência, componente responsável pelo aquecimento instantâneo da água. Após vários testes, estabilizou a invenção e iniciou sua produção localmente, fundando a empresa F. Canhos.

A patente foi registrada em 1943, e o chuveiro se popularizou com versões em plástico nos anos 1960. A invenção tornou-se símbolo nacional, adequada ao clima e às condições brasileiras.

O chuveiro elétrico, presente em 73% dos lares brasileiros, foi inventado no Brasil por Francisco Canho, morador de Jaú, interior paulista, no ano de 1927. A criação nasceu da necessidade de esquentar água para o banho do pai, que sofria de reumatismo e não podia se expor à água fria. Até então, o costume era aquecer água no fogão a lenha para o banho.

Canho, mesmo sem formação técnica, desmontou um ferro elétrico para entender o funcionamento da resistência elétrica, um componente metálico que aquece quando a corrente elétrica passa por ele. Sua ideia foi inserir essa peça dentro do cano de água para obter aquecimento instantâneo.

Após vários testes para evitar que as resistências queimassem, conseguiu estabilizar a invenção. Começou a vender o chuveiro elétrico localmente, fundando depois a empresa F. Canhos, que ficou responsável pela produção e distribuição do aparelho por todo o Brasil.

A patente foi registrada em 1943, mas na década de 1950 outras empresas já fabricavam o produto, com a Lorenzetti adquirindo a patente posteriormente. Inicialmente feito de metal, o chuveiro ganhou versão em plástico nos anos 1960, o que barateou os custos e contribuiu para sua popularização.

O modelo descentralizado de aquecimento se mostrou mais adequado ao clima e às condições brasileiras, sem necessidade de reservatórios grandes, como ocorre em outros países. Francisco Canho faleceu em 1988, deixando como legado uma invenção prática que virou símbolo nacional.

Via Super

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