O mercado acionário brasileiro tem sido fortemente influenciado por investidores estrangeiros, que elevam os múltiplos de valuation de empresas locais. O Itaú, por exemplo, está negociado a 10 vezes o lucro esperado para 2026, um patamar acima da média histórica. Essa dinâmica cria distorções em relação a outros países da América Latina, como Chile e Colômbia.
Apesar dos riscos eleitorais e de uma possível redução menor nos juros, investidores mantêm otimismo com o mercado brasileiro. No entanto, há preocupação com a escassez de ações disponíveis para negociação, devido a processos de fechamento de capital.
Entre as apostas estratégicas estão ações de empresas como Sabesp e Allos, que oferecem perspectiva de crescimento e alta rentabilidade. Também ganha atenção o cenário político, que até o momento não trouxe surpresas significativas para o mercado externo.
O fluxo externo está influenciando fortemente a Bolsa brasileira, levando o mercado a revisar suas referências de valuation. Atualmente, o Itaú negocia a 10 vezes o lucro projetado para 2026, acima da média histórica, enquanto bancos em países vizinhos, como Chile e Colômbia, apresentam múltiplos diferentes, como Banorte a 8x e Banco do Chile a 16,5x. O cenário exige ajustes no mercado diante dessas mudanças.
Investidores estrangeiros têm comprado ações das maiores empresas, muitas vezes pelo fundo EWZ, mesmo quando alguns valuations parecem desconectados da realidade. Um exemplo citado é a Ambev, que negocia a 15x o lucro deste ano, próxima da média histórica de 18,7x na última década, apesar das dificuldades para repassar aumentos acima da inflação e dúvidas sobre o consumo de bebidas alcoólicas.
No atual mercado, já reduzido por fechamentos de capital, existe a preocupação de escassez de ações disponíveis para negociação. Apesar dos riscos eleitorais e a possibilidade de juros caírem menos do que o esperado, gestores têm se protegido para uma valorização da Bolsa, apontando para um fluxo crescente no Brasil.
Investimentos estratégicos destacados incluem posições na Sabesp, que combina crescimento e boas margens, e na Allos, com perspectiva de dividend yield anual de 13% nos próximos anos. Analistas também observam que a eleição presidencial brasileira ganhou atenção recentemente, mas investidores externos ainda veem o atual governo como uma opção conhecida, sem grandes surpresas até aqui.
Via Brazil Journal