O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na deposição do presidente Nicolás Maduro, gerou diversas reações pelo mundo.
Autoridades de países como Alemanha, Argentina e Brasil emitiram opiniões diferentes sobre a intervenção, refletindo uma divisão global.
Enquanto alguns defendem a transição política e a recuperação da democracia, outros condenam a ação como uma violação da soberania venezuelana e um risco para a estabilidade internacional.
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido no sábado (3), que resultou na deposição do presidente Nicolás Maduro, gerou reações diversas no cenário internacional. Autoridades de vários países expressaram opiniões divergentes sobre a intervenção militar.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, ressaltou que a análise jurídica da ação levará tempo e destacou a necessidade de manter a estabilidade política na Venezuela, garantindo uma transição eleitoral legítima. O presidente argentino, Javier Milei, celebrou a captura de Maduro, comparando a situação venezuelana à experiência cubana dos anos 1960.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os bombardeios e afirmou que a operação ultrapassa limites aceitáveis, ameaçando a soberania venezuelana e criando um precedente perigoso para a comunidade internacional. A Bolívia apoiou a “recuperação da democracia” na Venezuela, enquanto a Colômbia manifestou preocupação com as ações, enfatizando o compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas.
Chile e México também repudiaram o ataque, defendendo soluções pacíficas baseadas no diálogo e o respeito ao direito internacional. A China qualificou a ação como uma violação à soberania da Venezuela e um ato de hegemonia dos EUA, enquanto Cuba classificou os ataques como criminosos.
O governo do Reino Unido se mostrou satisfeito com o fim do mandato de Maduro, buscando uma transição pacífica. Já a Rússia expressou solidariedade ao povo venezuelano e a importância de evitar escaladas por meio do diálogo.
Essas manifestações mostram a complexidade e a divisão global em torno da operação, refletindo diferentes perspectivas sobre soberania, legalidade e os rumos políticos da Venezuela.
Via Money Times