Recuperação dos mercados é crucial para a economia real, analisa economista

Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, além de ser um indicador para investidores, a oscilação dos ativos é também um termômetro que define o ânimo de toda a sociedade.
19/02/2026 às 16:57 | Atualizado há 2 horas
               

A recente montanha-russa nos mercados globais, marcada por quedas expressivas seguidas de recuperações rápidas, deixou claro que a fronteira entre o mercado financeiro e a economia do dia a dia é mais tênue do que se imagina. Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, além de ser um indicador para investidores, a oscilação dos ativos é também um termômetro que define o ânimo de toda a sociedade.

O conceito central para entender essa conexão é o chamado ‘efeito riqueza’. Segundo Mendlowicz, quando sobe o valor do patrimônio de uma família (que inclui desde a casa própria até investimentos em Bitcoin), o impacto no consumo é imediato, independentemente de a pessoa vender o ativo ou não.

\”Se os ativos sobem, a pessoa olha a planilha dela e pensa: \’Caramba, estou com muito dinheiro, eu tenho uma casa, eu tenho ativos, o Bitcoin está em alta\’. O que essa pessoa faz? Ela consome, gasta mais\”, exemplifica o economista.

Por outro lado, em semanas de forte desvalorização, o sentimento de empobrecimento trava a roda da economia. Charles Mendlowicz ilustra que, ao ver o valor de suas ações ou criptoativos cair pela metade, o indivíduo tende a segurar gastos, com medo do futuro. \”Isso faz uma diferença absurda\”, avalia.

Emprego e indústria sentem o impacto da valorização da bolsa

Mendlowicz enfatiza que mesmo quem não investe na Bolsa de Valores deveria torcer por sua valorização. Isso porque o fluxo de capital gerado pelo otimismo financeiro acaba alimentando o que ele chama de economia real.

\”Sempre que os mercados sobem muito, você cria um efeito que acaba beneficiando toda a economia em geral. O dinheiro das ações, dos fundos imobiliários, os dividendos, tudo isso acaba alimentando a economia real\”, pontua o Economista Sincero.

Charles explica que a manutenção de empregos é um dos pilares desse ciclo. “Quando os ativos estão em alta, as pessoas sentem-se seguras para trocar de celular, comprar uma geladeira nova ou investir em construção e terrenos, o que gira o capital e sustenta postos de trabalho em diversos setores”, destaca.

Cenário atual: da cautela ao recorde

 

A análise de Charles Mendlowicz ocorre em um momento de extremos. Enquanto o Ibovespa bate os 190 mil pontos (marca registrada no dia 11/02) e o Dow Jones bate recordes históricos nos Estados Unidos, o mercado de criptomoedas enfrentou turbulências severas, com o Bitcoin chegando a registrar quedas dramáticas antes de ensaiar uma recuperação.

Para Mendlowicz, o mercado financeiro funciona sob uma lógica de confiança: enquanto a música toca, todos querem garantir seu lugar na dança, cientes de que as oportunidades são finitas.

Contudo, ele reforça que os ativos em alta fazem parte da engrenagem que impulsiona a economia. “Esse movimento é fundamental para converter a euforia das telas em circulação de dinheiro no bolso do cidadão e na abertura de novas frentes de trabalho no país”, conclui o Economista Sincero.

 

Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero

Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller \”18 princípios para você evoluir\”. Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.

Via: Grayce Rodrigues

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.