O Ibovespa atingiu um novo patamar recorde com 175.589,35 pontos, impulsionado pela entrada constante de recursos estrangeiros. O dólar caiu para R$ 5,2845, refletindo a valorização do mercado interno e maior liquidez brasileira.
Investidores internacionais estão redirecionando seus recursos dos Estados Unidos para mercados emergentes como o Brasil, buscando opções mais profundas e atrativas. Apesar dos riscos políticos, o país continua atraente para capital estrangeiro, especialmente com a aproximação das eleições.
O mercado financeiro também acompanha a primeira reunião do Copom em 2026, com expectativa de manutenção da taxa Selic em 15%. Fluxos internacionais e juros estáveis devem guiar o cenário de curto prazo, mesmo diante das incertezas globais e locais.
O mercado financeiro brasileiro segue impulsionado pela entrada de recursos externos, refletindo em bons resultados nas últimas sessões. O Ibovespa atingiu um patamar recorde nominal, fechando em 175.589,35 pontos, com alta de 2,20%. Paralelamente, o dólar caiu 0,68%, negociado a R$ 5,2845. O movimento, no entanto, vai além dos números locais.
Essa valorização está ligada a uma mudança global na composição dos investimentos. Gestores internacionais têm diminuído a exposição a ativos dos Estados Unidos, favorecendo mercados emergentes como o Brasil, devido à sua maior liquidez e bolsas consideradas profundas. Apesar dos riscos políticos presentes, especialmente por conta das indefinições em torno das eleições de novembro, o país ainda é um dos destinos preferenciais nesse cenário.
O ultrajado câmbio reflete essa movimentação, com a entrada de capital estrangeiro pressionando o dólar para baixo e fortalecendo setores importantes da bolsa, principalmente bancos e companhias ligadas ao mercado interno. Os investidores parecem apostar em uma estratégia de alocação mais ampla e não em movimentos táticos de curto prazo.
Além disso, o mercado se prepara para a primeira reunião do Copom do ano, onde a projeção é de manutenção da taxa Selic em 15%, com uma chance estimada em 82%. Embora a decisão já seja considerada certa, o principal interesse está na comunicação do banco central sobre os próximos passos da política monetária.
Esses fluxos internacionais e a expectativa de juros estáveis devem continuar guiando as operações no curto prazo, mesmo que as incertezas locais e os humores globais possam influenciar os resultados futuros.
Via Forbes Brasil