Redução no preço da gasolina pode reduzir impacto do IPCA no curto prazo, apontam analistas

Petrobras corta preço da gasolina e analistas veem possível alívio no IPCA nos próximos meses no Brasil.
26/01/2026 às 18:24 | Atualizado há 13 horas
               
Redução no preço do combustível deve suavizar alta da inflação no curto prazo. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço da gasolina para distribuidoras, com vigência a partir de 27 de junho. Esse corte ocorre em um cenário de preços domésticos ainda acima do mercado internacional e com a queda prevista no preço do barril de petróleo. Analistas indicam que a medida pode aliviar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no curto prazo, mesmo que o repasse aos consumidores finais seja parcial.

A estatal decidiu não seguir integralmente a Paridade de Preços Internacionais desde maio de 2023, evitando repassar totalmente as oscilações externas ao mercado interno. O preço da gasolina permanece cerca de 5% acima da paridade internacional, o que demonstra espaço para ajuste. Esse cenário pode também influenciar a competitividade do etanol no próximo ciclo da cana-de-açúcar.

Apesar do corte representar alívio para distribuidoras, o preço ao consumidor ainda depende de tributos e custos logísticos. O efeito sobre a inflação pode ser limitado, mas os analistas avaliam possível revisão das projeções do IPCA para os próximos meses e impacto nas decisões do Copom sobre a taxa de juros.

A Petrobras anunciou redução de 5,2% no preço da gasolina para distribuidoras, válida a partir de terça-feira, 27. A medida ocorre em um contexto de preços domésticos ainda acima dos valores internacionais e com a queda do barril de petróleo em quase 20% em 2025. Especialistas apontam que essa diminuição pode proporcionar um alívio no IPCA no curto prazo, ainda que o repasse completo aos consumidores finais deva ser parcial.

A estatal deixou de seguir a Paridade de Preços Internacionais (PPI) em maio de 2023, adotando uma estratégia que evita repassar completamente a volatilidade externa para o mercado interno. A defasagem entre o valor da gasolina da Petrobras e os preços de importação, que chegou a mais de R$ 0,40 por litro em janeiro, caiu para R$ 0,24 recentemente, mesmo com instabilidades globais.

Segundo o Itaú BBA, apesar do corte ser um pouco menor que a estimativa inicial, a gasolina brasileira permanecerá cerca de 5% acima da PPI, contra 10% antes do ajuste. Essa diferença indica que havia margem para reduzir o preço. A expectativa é que o preço mais baixo da gasolina influencie também a competitividade do etanol, favorecendo sua produção no próximo ciclo da cana-de-açúcar.

Embora o corte represente um alívio no custo para as distribuidoras, o preço final para o consumidor ainda depende de tributos, logística e outras variáveis. A economista-chefe da InvestSmart XP destaca que o impacto na inflação pode ser limitado, mas analistas indicam possibilidade de revisão nas projeções do IPCA para os próximos meses. A decisão também pode influenciar as próximas políticas do Copom em relação à taxa básica de juros.

Via InfoMoney

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.