Reino Unido e outros países pressionam Grok por deepfakes ilegais

Reino Unido e outras nações investigam Grok após acusações de deepfakes ilegais e conteúdos impróprios.
13/01/2026 às 15:08 | Atualizado há 4 semanas
               
Investigações globais aumentam pressão sobre Elon Musk e Grok por riscos à segurança online. (Imagem/Reprodução: Forbes)

O chatbot de inteligência artificial Grok, criado por Elon Musk, está sob investigação internacional após denúncias de produção de deepfakes ilegais, incluindo imagens sexualizadas envolvendo mulheres e crianças. A autoridade britânica Ofcom lidera a apuração no Reino Unido, que pode aplicar multas pesadas se descumpridas as leis de segurança online.

Além do Reino Unido, países como Índia, Austrália, União Europeia, Indonésia e Malásia também adotaram medidas severas contra o Grok, com investigações e até proibições temporárias do serviço. A situação gerou debates sobre a responsabilidade das plataformas em controlar conteúdos ilegais.

O primeiro-ministro britânico classificou as imagens como ilícitas e declarou tolerância zero, enquanto Elon Musk criticou as ações governamentais, apontando restrições nas legislações sobre mídias sociais e discurso online.

Grok, o chatbot de inteligência artificial de Elon Musk, está no centro de uma investigação global após acusações de gerar imagens ilegais, incluindo conteúdos sexuais envolvendo mulheres e crianças. A autoridade de segurança online do Reino Unido, Ofcom, abriu uma apuração diante de relatos preocupantes sobre o uso do sistema para criar imagens sexualizadas.

A Ofcom alerta que, se forem confirmadas violações da Lei de Segurança Online do Reino Unido, poderá aplicar multas de até 10% do faturamento da empresa ou exigir ordens judiciais que suspendam o serviço. Essa legislação responsabiliza plataformas por conteúdos ilegais e requer ações proativas para remoção.

Além do Reino Unido, o Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação da Índia também emitiu um alerta severo para X, o serviço que hospeda o Grok. A União Europeia ordenou a conservação de documentos internos da plataforma vinculados ao Grok, enquadrando as imagens como “terríveis” e “repugnantes”. Na Austrália, a comissão de segurança online iniciou investigação sobre deepfakes produzidos pelo chatbot. Indonésia e Malásia adotaram proibições temporárias ao uso do Grok.

Em resposta à polêmica, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou as imagens sexualizadas geradas pelo Grok como “ilegais” e reafirmou que não serão toleradas. Elon Musk, por sua vez, criticou duramente o governo britânico, chamando-o de “fascista” e questionando suas leis restritivas sobre mídias sociais e discurso online.

Via Forbes Brasil

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