Renato de Albuquerque, engenheiro de 97 anos, criou o Alphaville na Grande São Paulo nos anos 1970, ao lado de Yojiro Takaoka. O residencial planejado surgiu para enfrentar o crescimento desordenado da capital, com regras rígidas para meio ambiente, moradia e trabalho.
Hoje, ele fundou a Artesano Urbanismo e lança loteamentos sustentáveis em cidades como Campinas. Atua como conselheiro, compartilhando lições sobre planejamento urbano e fidelização de clientes.
Renato de Albuquerque, engenheiro de 97 anos, segue ativo no mercado imobiliário. Ele é responsável pela Criação de Alphaville, residencial planejado lançado nos anos 1970 na Grande São Paulo, junto com o sócio Yojiro Takaoka. A iniciativa surgiu para combater o crescimento desordenado da capital, com regras rígidas para meio ambiente, moradia e trabalho.
Na época, São Paulo enfrentava zoneamento falho e falta de leis ambientais. A dupla ofereceu lotes com segurança ambiental e controle de uso, evitando fábricas perto de residências. Empresas como Hewlett Packard foram as primeiras clientes, atraindo moradores depois. A prefeitura de Barueri apoiou, melhorando infraestrutura local.
O nome veio de um filme de Jean-Luc Godard, sugerido pelo arquiteto. A empresa expandiu pelo Brasil nos anos 1990 e vendeu para a Gafisa em 2013 por cerca de R$ 600 milhões, devido a esgotamento de capital. Albuquerque evitou abrir capital por sazonalidade e altos juros, que complicam margens de 15% líquida.
Em 2018, fundou a Artesano Urbanismo com Marcelo Willer. Já lançou sete loteamentos em cidades como Campinas e Ribeirão Preto, com foco em qualidade e sustentabilidade. O Cantalupe, em Alphaville, levou sete anos por burocracia ambiental.
Hoje, atua como conselheiro, compartilhando lições como vender melhores lotes primeiro e preços ligeiramente abaixo para fidelizar clientes via boca a boca. Também gerencia coleção de 2.500 porcelanas chinesas em museu em Sintra, Portugal, com 2 mil visitantes mensais.
Fique de olho em novos projetos da Artesano para entender tendências em urbanismo planejado.
Via Forbes Brasil