Reservatórios em níveis críticos afetam Sabesp e causam perda de R$ 7 bilhões na bolsa

Reservatórios baixos impactam Sabesp, que já acumula perda de R$ 7 bilhões na bolsa em 2026.
16/01/2026 às 18:42 | Atualizado há 6 horas
               
Ações caem 8% em meio à preocupação com níveis dos reservatórios de água. (Imagem/Reprodução: Investnews)

As ações da Sabesp caíram mais de 8% em 2026 devido aos baixos níveis do reservatório da Cantareira, que abastece cerca de 9 milhões na região metropolitana de São Paulo.

Para lidar com a escassez, a Sabesp adotou medidas como redução da pressão da água, mas a baixa nos reservatórios pode reduzir o volume distribuído e a receita.

Investidores veem a situação como um fator negativo para o crescimento da empresa, que já perdeu cerca de R$ 7 bilhões em valor de mercado, refletindo preocupações com a gestão dos recursos hídricos.

As ações da Sabesp, maior empresa de saneamento da América Latina, acumularam queda superior a 8% em 2026, refletindo preocupações dos investidores com os baixos níveis do reservatório da Cantareira. Esse sistema abastece cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, mas atualmente opera com menos de 20% de sua capacidade útil, segundo dados oficiais.

Desde setembro, a Sabesp vem adotando medidas preventivas, como reduzir a pressão da água durante a noite, para lidar com a escassez hídrica. Especialistas alertam que a situação dos reservatórios pode causar redução nos volumes de água distribuídos e, consequentemente, na receita da companhia.

Lucca Silva, gestor na Persevera Asset Management, observa que “o tema dos reservatórios baixos entrou para a narrativa”, o que contribui para a expectativa de menor crescimento nas receitas. A Sabesp, por sua vez, afirma seguir as políticas de gestão dos recursos definidas pelo órgão regulador, cumprindo os contratos firmados com o governo de São Paulo para manter a neutralidade hidrológica, mecanismo que protege contra situações críticas.

Os papéis da Sabesp começaram o ano em baixa, acumulando perda de cerca de R$ 7 bilhões em valor de mercado, após terem valorizado mais de 50% em 2025, período marcado por juros altos e maior interesse em ações de utilities. Na última sexta-feira, as ações recuaram quase 2% durante a sessão.

Para Luis Mussili, analista da JGP Asset Management, “nessas ocasiões, toda operação fica mais custosa”, causando redução temporária das margens da empresa.

Via Invest News

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.