Restauração de coroa danificada em assalto ao Louvre custará R$ 245 mil

Coroa real danificada durante assalto ao Louvre passará por restauração de R$ 245 mil.
11/02/2026 às 12:22 | Atualizado há 1 mês
               
Descrição indica obra do Segundo Império, danificada em invasão, sendo restaurada por especialistas. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Uma coroa real de 170 anos, parte do acervo do Museu do Louvre, foi danificada em um roubo ocorrido em 19 de outubro. A peça, que pertenceu a Napoleão III, sofreu deformações ao ser retirada da vitrine pelos ladrões, que usaram ferramentas para furtar outras joias.

A restauração da coroa, que possui dezenas de esmeraldas e diamantes, terá custo estimado em R$ 245 mil. Um comitê formado por especialistas de museus franceses e joalherias supervisionará o trabalho, previsto para ser concluído até o fim do ano.

A coroa é uma das poucas mantidas no país e símbolo da história francesa, mas enquanto os suspeitos foram presos, outras peças roubadas ainda não foram recuperadas.

Uma coroa real de 170 anos do acervo do Museu do Louvre, em Paris, foi danificada durante o roubo ocorrido em 19 de outubro. O objeto, que faz parte da coleção de Napoleão III e da imperatriz Eugénie, passará por restauração que deve custar cerca de US$ 47 mil (R$ 245 mil). O anúncio foi feito pelo museu em 4 de fevereiro.

Quatro ladrões invadiram a Galeria Apollo e usaram uma esmerilhadeira para cortar o vidro das vitrines e roubar oito peças valiosas. Na fuga, a coroa caiu na calçada, mas sua deformação ocorreu durante o esforço dos criminosos para retirar as joias por um espaço estreito da vitrine, segundo a diretora do Louvre, Laurence des Cars.

A coroa conta com 56 esmeraldas, 1.354 diamantes e oito águias douradas, símbolo imperial. A maior parte da ornamentação está intacta, mas pequenos fragmentos de diamante e uma águia estão desaparecidos. Quando a estrutura metálica foi deformada, um ornamento em forma de palma se soltou, mas a peça deve ser restaurada apenas remodelando sua armação, sem necessidade de reconstrução.

Para supervisionar a restauração, será formado um comitê científico com profissionais do Louvre, dos museus d’Orsay e de História Natural e representantes de joalherias históricas francesas. A expectativa é concluir o processo até o final do ano, com a peça retornando ao público em sua forma restaurada.

Encomendada por Napoleão III para a Exposição Universal de 1855, a coroa é uma das poucas coroas reais francesas ainda preservadas no país. Os suspeitos do roubo foram presos, mas as outras joias ainda não foram recuperadas.

Via Galileu

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