A Rússia anunciou que está disposta a cooperar com o Japão em projetos no Ártico, caso o governo japonês mude sua postura considerada anti-russa. O ministério russo reforçou que a revisão dessa linha diplomática abriria espaço para negociações mais profundas.
Apesar das atuais tensões, Moscou mantém o interesse em diálogo para estabelecer relações construtivas na região ártica. Mudanças recentes no programa do Partido Liberal Democrata do Japão indicam uma mudança de tom, retirando expressões contra a Rússia.
A primeira-ministra japonesa também tem adotado um discurso mais cauteloso, buscando uma paz duradoura e evitando declarações diretas contra Moscou. Essa nova postura pode facilitar parcerias estratégicas entre ambos países no Ártico.
A Rússia afirmou que está disposta a cooperar com o Japão no Ártico caso o governo japonês revise sua postura atual considerada anti-russa. O Ministério das Relações Exteriores russo destacou que, se Tóquio abandonar essa linha diplomática, será possível analisar com mais profundidade possibilidades de parceria nas regiões setentrionais.
Apesar das tensões geopolíticas, a Rússia mantém a disposição para o diálogo com parceiros interessados em estabelecer relações construtivas e proveitosas no Ártico.
Recentemente, o Partido Liberal Democrata (PLD), que governa o Japão, modificou seu programa eleitoral, retirando expressões que mencionavam diretamente a cooperação internacional em sanções contra a Rússia e o apoio à Ucrânia. No lugar, o texto adotou termos mais genéricos sobre a defesa da ordem internacional frente a desafios geopolíticos.
Até 2025, o programa enfatizava o impedimento de mudanças unilaterais no status quo por ações de potências como China e Rússia, além de citar a colaboração com o G7 nas sanções contra Moscou e um forte suporte à Ucrânia.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, também tem evitado declarações explícitas contra a Rússia, preferindo enfatizar o desejo de alcançar uma “paz duradoura e sustentável na Ucrânia”, sem mencionar sanções ou apoio direto a Kiev.
Essa mudança no discurso do Japão abre possibilidade para a Rússia reavaliar a cooperação, especialmente visando o Ártico, uma área estratégica para ambos os países no contexto global.
Via Sputnik Brasil