Saída do presidente gera corrida por alimentos na Venezuela

Insegurança e filas em supermercados da Venezuela refletem crise após saída do presidente Maduro.
03/01/2026 às 21:02 | Atualizado há 1 dia
               
Pessoas lotam supermercados no sábado, ansiosas por novidades sobre o futuro. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A saída do presidente Nicolás Maduro da Venezuela provocou uma corrida aos supermercados em busca de alimentos e suprimentos essenciais. Filas se formaram em Caracas, com produtos básicos como água e papel higiênico logo esgotados.

A crise política gerou insegurança alimentar e queda nos serviços essenciais, como eletricidade e internet. Moradores de várias regiões demonstraram preocupação e estocaram itens para proteger suas famílias diante do cenário incerto.

Além dos bombardeios e danos a prédios, a situação agravou-se com restrições e tensão nas ruas, reforçando o clima de instabilidade econômica e social no país.

Com a captura do líder Nicolás Maduro e ataques aéreos dos Estados Unidos na capital, os venezuelanos correram para os supermercados em busca de alimentos e suprimentos básicos. Na manhã de sábado (3), filas se formaram diante de lojas abertas em Caracas, enquanto a maioria permanecia fechada.

Produtos como água, papel higiênico e alimentos foram rapidamente adquiridos, refletindo a insegurança alimentar crescente no país. Ruas com pouco movimento, quedas na eletricidade e falhas em provedores privados de internet indicam o impacto dos ataques. Em bairros como Plaza Venezuela e La Candelaria, moradores demonstraram preocupação com o agravamento da crise.

Na cidade de Valência, a ninguém parecia claro o desenrolar dos acontecimentos, o que aumentou a ansiedade. Consumidores compraram grandes quantidades de itens básicos para garantir o abastecimento de suas famílias, principalmente idosos e crianças. Em regiões fronteiriças como Zulia e Táchira, o temor pela extensão dos conflitos também motivou compras antecipadas.

Em áreas afetadas pelos bombardeios, houve relatos de danos a prédios residenciais e restrições de acesso controladas por apoiadores do governo. A governadora do estado de Sucre convocou manifestantes contra a intervenção. Enquanto isso, o racionamento de combustíveis e a atuação de grupos armados intensificam o clima de tensão nas ruas.

A mobilização para estocar alimentos evidencia o receio diante da instabilidade política e econômica. Com serviços básicos comprometidos, muitos venezuelanos buscam proteger sua sobrevivência diante do cenário incerto que o país enfrenta.

Via InfoMoney

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.